segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Opinião - Inverno de Sombras

Ficha Técnica:
Autor: L. C. Lavado
Páginas: 590
Editor: Marcador
ISBN: 9789898470867

Sinopse:
“Todos ficam sujos de sangue e há sempre alguém que morre.”
Este é o lema de Danton.

Filho de dois poderosos feiticeiros, inimigos de séculos, a existência de Danton é apenas mais um golpe de guerra entre os pais. Criado e aperfeiçoado por Amauri e Goulart, é temido por todos, incluindo os próprios.

Em Lisboa, uma misteriosa Caixa detém um poder que a família Santa-Bárbara guarda há gerações.
Isadora é a última descendente de uma linhagem de Paladinos, herdeira solitária de um império cultural e um legado que desconhece. Ela e o tio, Garrett, são tudo o que resta para proteger este grande segredo.

Mas Danton está decidido que é chegada a hora do poder da Caixa lhe pertencer, e as vidas dos Santa-Bárbara vão alterar-se para sempre.

Feitiçaria, magia, segredos e uma história de amor inesquecível, percorrem alguns dos lugares mais conhecidos de Lisboa e a zona mais sinistra de Paris.
O passado colide com o presente e tudo acontece… mas não como todos esperam.

Pela escritora revelação da fantasia urbana portuguesa.
Uma história cativante que vai fazer as delícias dos leitores mais exigentes.

Opinião:
Ouvi falar bastante bem deste livro, e sendo escrito por uma autora portuguesa, mais tarde ou mais cedo sabia que o teria que ler.

No geral é um livro bastante bom. Nota-se que é um primeiro livro, mas nota-se também um grande potencial na autora, potencial esse que sendo trabalhado iria tornar os seus futuros livros ainda melhores e mais coesos.

Houve vários aspectos que gostei no livro e outros que me deixaram um pouco desiludida, como de certo modo seria de esperar. Contudo o balanço final foi positivo. Gostei bastante dos personagens e das suas personalidades. Principalmente Isadora, vê-se um grande crescimento desta personagem a nível de personalidade. Enquanto que ao início a Isadora é uma pessoa bastante calma e distanciada da vida, ao longo do livro vemos como ela se vai abrindo mais para os outros, como começa a viver mais os seus sentimentos e deixa de se proteger atrás de paredes e paredes. A sua evolução foi natural ao longo da narrativa e em nenhum momento senti que estava a lidar com uma personagem completamente diferente da inicial.

Já o Danton é apresentado como alguém intratável, mas existe sempre ali uma sombra de dúvida sobre o que realmente se está a passar, e a verdade é que essas dúvidas acabam por se tornar certeiras quando nos apercebemos do tipo de pessoa que ele realmente é. Já a Andrea, a melhor amiga da Isadora é alguém que desde o início até ao fim sabe o que quer, pelo menos na maior parte das situações, está sempre no controlo e não tem qualquer tipo de problema em mostrar o que sente ou dizer o que pensa.

As restantes personagens são também bem pensadas e construídas. Muitas delas ficamos a conhecer melhor através de flashbacks que por sinal funcionaram bastante bem e deram uma dimensão muito maior à história. História essa que teve início à mais tempo do que se poderia imaginar. Não só a autora fez um bom trabalho a incorporar os flashbacks, como também fez um óptimo trabalho com os dois clímax que deu ao livro. Já me tinha acontecido anteriormente apanhar uma situação destas que resultou pessimamente e me tirou metade do gozo à leitura. Neste caso a autora optou por "dividir" a história em livro um e livro dois e colocou um clímax em cada uma das partes. Sendo que no final da primeira ficamos mesmo a sentir que chegamos ao fim da primeira parte da história.

Não posso deixar de falar das cenas de sexo que existem, quando a primeira apareceu fiquei algo receosa como seria descrita, mas acho que foi bastante bem trabalhada. Não pareceu em nada descabida, pelo contrário, pareceu-me bastante natural tendo em conta os personagens que eram. Os diálogos estão também bastante naturais e o mundo criado pela autora está bem estruturado e é interessante.

Quanto aos pontos menos positivos, têm essencialmente a ver com determinados assuntos que foram abordados, mas que me recorde nunca chegaram a ser devidamente esclarecidos. Nomeadamente o que é efectivamente a Isadora, tudo bem que percebemos que há ali algo, mas nunca nos chegam a dizer efectivamente o que esse algo é. Ao mesmo tempo há aqui toda uma história à volta da chave e da sua relação com a família da Isadora que teve uma explicação um pouco atabalhoada. Para finalizar, a situação da transferência das memórias do Danton. Pela explicação inicial pareceu-me que automaticamente ele iria ficar sem as ditas memórias, mas depois pareceu simplesmente que tanto ele como a Isadora passaram a partilhá-las. Eventualmente também podia estar meio a dormir quando terminei o livro e me ter escapado alguma coisa. Mas se escapou é porque eventualmente não estaria muito claro.

Assim sendo só tenho a concluir que foi um livro inicial do qual gostei bastante. Soube que eventualmente poderia ter vindo a existir um livro sobre a Andrea e o Claude que não chegou a acontecer e que não sei se alguma vez virá. Se vier é com toda a certeza que o lerei e com a esperança de que as arestas que faltaram limar neste livro se encontrei limadas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Opinião - The Ugly Dutchess

Ficha Técnica:
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales, #4
Páginas: 384
Editor: Avon
ASIN: B007HB8GT2

Sinopse:
New York Times bestselling author Eloisa James gives the classic Hans Christian Andersen story of “The Ugly Duckling” a wonderful, witty, and delightfully passionate twist. The Ugly Duchess is another fairytale inspired romance from the unparalleled storyteller whose writing, author Teresa Medieros raves, “is truly scrumptious.” A sexy and fun historical romance, James’s winning tale of a glorious reawakening does not feature ducks and swans—rather it’s a charming story of a young woman unaware of her own beauty, suddenly duty-bound to wed the dashing gentleman who has always been her platonic best friend…until now.

Opinião:
Quem já conhece a autora sabe perfeitamente aquilo para que vai. Um romance histórico fofinho. Contudo este foi talvez um dos livros que menos gostei da autora.

O livro divida-se praticamente em duas partes, a primeira onde ficamos a conhecer os protagonistas e estes se casam e que acaba em desgraça, pois a protagonista descobre que o casamento que acabou de realizar não passa de uma farsa. Ainda poderia ter existido alguma volta a dar, mas a sua falta de confiança por ser chamada de patinho feio devido à sua fisionomia leva a que acredite em tudo aquilo que lhe é dito. Assim sendo acaba por existir um afastamento de 7 anos entre ela e o seu parceiro.

A segunda parte do livro pega pouco tempo antes de se finalizar este período de sete anos, onde descobrimos o que aconteceu  durante este tempo a cada um deles, Theo tornou-se uma mulher independente e dona de negócios estáveis, além de se ter tornado uma pessoa completamente fechada para os prazeres da vida e com uma pequena obsessão por organização. Já James tornou-se um pirata, ou privateer, como lhe chamam, além de se ter tornado num homem mais confiante e que sabe aquilo que quer.

Assim sendo estão lançados os dados para mais um romance onde a heróina se faz de difícil, e o herói vai fazer de tudo para derrubar as barreiras que se entre põem entre si e a sua amada. Foi interessante ver como a Theo cresceu ao longo do tempo e aprendeu a aceitar-se a si própria, apesar de algumas vezes ainda se sentir magoada com aquilo que dizem acerca dela. Contudo acabou por encontrar bons amigos que realmente a apoiam e que a ajudaram ao longo de todo o tempo que passou sozinha. Não existe nenhum drama mais para o final do livro, algo que os possa separar porque isso já aconteceu de início, o que torna o livro ligeiramente diferente do normal.

Contudo houve coisas de que não gostei. Nomeadamente não gostei que fosse tão fácil para a Theo voltar a entregar-se ao James depois de saber que ele esteve com outras mulheres após a separação. Para todos os efeitos eles eram casados, e acho que a Theo deveria ter mostrado mais o quanto isso a magoou. Sei que não é nada que não acontecesse na altura em que a história se passa e que era uma coisa aceite pelas mulheres e pela sociedade, contudo não estou habituada a que seja dada tão pouca importância a esta situação e isso fez-me distanciar dos personagens. Outro ponto negativo é a maneira como a Theo dá tanta importância ao comportamento adequado, e como dá tanta importância aos criados e às coisas mais materiais. Apesar de ter muito boa cabeça para gerir uma casa parece não conseguir fazer nada sem que tenha uma série de criados ao seu dispor. Sei que nesta época isso era habitual, mas gosto de protagonistas mais desenrascadas e capazes e esta necessidade da Theo irritou-me solenemente ao longo de todo o livro.

Foi um livro agradável para passar o tempo. Esperava um pouco mais, mas não quer dizer que não tenha servido para me entreter. Assim posto espero ler com brevidade a novela que contempla o primo de James e que fala um pouco da sua história.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Opinião - Tales from the Shadowhunter Academy

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Páginas: 672
Editor: Margaret K. McElderry Books
ASIN: B01BKR47L4

Sinopse:
The New York Times and USA TODAY bestselling collection of short stories chronicling the adventures of Simon Lewis as he trains to become a Shadowhunter is now available in print for the first time with ten brand-new comic illustrations!

Simon Lewis has been a human and a vampire, and now he is becoming a Shadowhunter. The events of City of Heavenly Fire left him stripped of his memories, and Simon isn’t sure who he is anymore. So when the Shadowhunter Academy reopens, Simon throws himself into this new world of demon-hunting, determined to find himself again. Whomever this new Simon might be.

But the Academy is a Shadowhunter institution, which means it has some problems. Like the fact that non-Shadowhunter students have to live in the basement. At least Simon’s trained in weaponry—even if it’s only from hours of playing D&D.

Join Simon on his journey to become a Shadowhunter, and learn about the Academy’s illustrious history along the way, through guest lecturers such as Jace Herondale, Tessa Gray, and Magnus Bane. Written by Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson, and Robin Wasserman, these moving and hilarious short stories are perfect for the fan who just can’t get enough of the Shadowhunters.

Opinião:
Não, não li o livro. Li os contos individualmente tal como se encontram publicados de momento. Contudo é muito mais simples ir buscar uma imagem e os dados de um único livro do que fazê-lo para 10. Assim sendo optei por fazer a opinião ao livro porque na realidade li os contos como se fossem um.

Nesta colectânea de histórias ficamos a saber o que é feito de Simon após o final de A Cidade do Fogo Celestial. Por esta altura já sabemos que Simon perdeu a memória, mas que Magnus o ajudou a recuperar parte delas. Contudo a maior parte delas ainda está em falta, e é uma luta para Simon estar perto de pessoas que o conheciam e que esperma determinadas atitudes e reacções dele quando ele já não é a mesma pessoa que era.

Grande parte dos contos faz referência a esta situação. Vemos um Simon mais debilitado e com vontade de se redescobrir, contudo ao longo das histórias Simon vai ganhando mais confiança, vai começando a perceber que continua a gostar das pessoas das quais já gostava e que se calhar não é tão diferente actualmente daquilo que era anteriormente. Sendo uma personalidade proeminente no mundo Shadowhunter por tudo aquilo que fez, através das suas atitudes e da sua maneira de estar, Simon consegue alterar os comportamentos e percepções que os Shadowhunter têm dos outros mundanos, fazendo com que todos se tornem num grupo coeso.

Durante a história este faz bons amigos, principalmente George, um mundano que cresceu numa família de Shadowhunters. Há quem diga que a autora optou pela saída mais fácil tendo em conta o que acontece no final. Não achei isso. Durante a história nunca achei que a amizade de Clary e Simon pudesse estar em risco e que este estivesse dividido entre ser parabatai da Clary ou do George. Contudo concordo que não havia necessidade de acontecer o que aconteceu. A autora poderia ter optado por mostrar o quão difícil é a ascensão sem ter tomado o caminho que tomou. Acho que foi mais para criar impacto do que outra coisa. Comigo não funcionou muito bem porque me cheirou um pouco a falso.

Quanto aos acontecimentos, não só ficamos a conhecer o que se passa no presente como ficamos ainda a conhecer alguns factos do passado. É-nos mostrado um pouco mais da história de James, nomeadamente de como este encontrou o seu Parabatai e de como descobriu os seus poderes. Ficamos a conhecer mais da história de Valentine e a perceber um pouco mais o pai de Alec através das suas memórias do que era estar no círculo. Existem outras histórias bastante interessantes, algumas delas contadas por Catarina e outras vivenciadas no presente, como a história de Helen e de Marck.

Apenas um dos contos é contado de um ponto de vista que não o de Simon, e neste caso é o de Magnus. O que acontece neste conto é simplesmente adorável e soberbo, levando a que a família Lightwood se una e se comece a formar uma espécie de aceitação entre os seus diferentes membros. Ao mesmo tempo este acontecimento ajuda a que Magnus se aceite um pouco mais e continue a perceber o quão importante Alec é para si e quão importante é viver o agora sem remorsos e sem medos.

Uma colecção de histórias bastante interessantes que me deixou com vontade de conhecer mais personagens e a sua história. Pena é que os personagens que quero conhecer, nomeadamente James, não tenham a sua história contada para já. Ainda falta uns aninhos até conseguir ver a minha curiosidade satisfeita.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Opinião - Anti-Stepbrother

Ficha Técnica:
Autor: Tijan
Páginas: 321
ASIN: B01KSW4QJA

Sinopse:
He told me to settle.
He asked what was wrong with me.
He called me an easy target.
That was within minutes when I first met Caden Banks.
I labeled him an *sshole, but he was more than that. Arrogant. Smug. Alpha.

He was also to-die-for gorgeous, and my stepbrother’s fraternity brother.

Okay, yes I was a little naive, a tad bit socially awkward, and the smallest amount of stalker-ish, but if Caden Banks thought he could tell me what to do, he had another thing coming.

I came to college with daydreams about being with my stepbrother, but what if I fell for the anti-stepbrother instead?

Opinião:
Este livro veio-me parar às mãos do nada. Vi o título e senti-me bastante curiosa, assim sendo decidi pegar nele porque me estava mesmo a apetecer um livro deste género.

Adorei tanto a personalidade da Summer como a do Caden. A maneira como a sua amizade se inicia é um bocadinho cliché, mas não pareceu forçada. Possivelmente porque apesar de ele se portar como um idiota dá para perceber que no fundo ele é um rapaz com princípios, leal e que sensível. A autora fez também um bom trabalho com as construção da relação dos personagens. Começa por ser algo pontual e aos poucos vai crescendo, passando a ser uma amizade bastante forte em que ambos se compreendem perfeitamente e estão lá um para o outro sem qualquer tipo de holding back. E apesar de existir bastante tensão sexual a verdade é que ambos estão contentes com a relação que têm e tiram bastante partido dela, sem qualquer tipo de ressentimento. Claro que quando finalmente sedem à tensão a coisa pega fogo, mas foi uma coisa natural e nada forçada.

De qualquer modo das coisas que mais me cativaram foi mesmo as personalidades destes dois personagens. A Summer ao início é bastante insegura, quer permanecer no anonimato e as suas capacidades sociais são bastante dúbias. Com a ajuda do Caden e de mais uns quantos personagens a Summer acaba por se tornar uma pessoa mais confiante, capaz e continuar com capacidades sociais um bocado estranhas. Digo isto porque a Summer tem um tipo de humor muito específico que a maior parte das pessoas não compreende, o que leva a que seja um pouco awkward socialmente. Em contrapartida eu adorei o seu humor e a maneira como arranjar sempre qualquer coisa para dizer, mas como sabe também quando ficar calada e transmitir aquele apoio silencioso que por vezes é tão precioso.

Quanto ao Caden, ele é bastante reservado e não faz nada de propósito para chamar a atenção. Mas a realidade é que toda a gente o admira e olha para ele à procura do que fazer. Foi engraçado ver como ele e a Summer se complementam tão bem apesar de terem personalidades que parecem ser tão diferentes. Não posso deixar de falar no Marcus, o irmão do Caden, que ao início dá vontade de lhe dar dois pares de estalos por ser tão parvinho, mas que acaba por se mostrar uma pessoa em condições. Ou então no Diego, super divertido e com um coração enorme, uma pessoas que toma conta dos seus e que aceita cada cada um como ele é. E o Colton, uma pessoa com problemas, mas com uma força enorme, sempre a tentar ficar melhor e ser melhor. O Kevin não devia sequer merecer uma referência, mas para o final ele lá se tenta redimir e por isso leva uns pontinhos.

O engraçado acerca deste livro é que não existiu um grande segredo, ou um passado obscuro que tenha vindo prejudicar a relação dos dois personagens. Também não temos propriamente aquela situação em que uma das personagens se retrai devido a algo que a tenha marcado no passado. Existe um segredo, é verdade, mas ele não leva a que surjam problemas entre o casal, pelo contrário, torna a sua relação mais forte. Existe realmente uma altura em que os personagens se vêm obrigados a manter alguma distância um do outro, mas isso acontece não porque se tenham magoado um ao outro, mas sim porque há uma necessidade e aceitação de ambas as partes de que existem determinadas situações que precisam de ser digeridas para que possam ter uma relação saudável.

A única coisa que não gostei muito foi do facto de serem descritos determinados comportamentos característicos das fraternidades que a mim não me disseram nada e ainda me deixaram confusa. A autora poderia ter explicado o sentido daquilo que estava a descrever para os leigos não se sentirem tão parvinhos. Enfim....

Um bom livro que cumpre aquilo que promete. Fiquei com curiosidade de ler mais obras desta autora.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Opinião - As Aventuras de Tom Sawyer

Ficha Técnica:
Autor: Mark Twain
Título Original: The Adventures of Tom Sawyer
Páginas: 312
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722521581
Tradutor: Luísa Derout e Eugénio Batista de Castro

Sinopse:
Tom Sawyer, o rapazinho travesso criado por Mark Twain, tem marcado o imaginário infantil dos últimos 150 anos. Rebelde mas de bom coração, Tom é o pesadelo da sua tia Polly, com quem vive. Acompanhado pelo amigo Huckleberry Finn, um rapazinho abandonado que vive nos matos, Tom vive aventuras incríveis que nos fazem sonhar com a liberdade junto da natureza. Sob a forma de romance juvenil, As Aventuras de Tom Sawyer constitui, na realidade, uma fábula da América urbana e industrial que na época de Twain ameaçava o sonho de liberdade junto da natureza.

Opinião:
Este é um daqueles livro que deveria ter lido quando era bem mais nova. Não é que não o tenha apreciado, mas tal como muitas vezes acontece a verdade é que existem determinados aspectos da história que já não me cativam tendo em conta a minha idade e percurso enquanto leitora e que tenho a certeza que talvez à 15 anos atrás me iriam deixar encantada.

O Tom é um personagem bastante peculiar. Um rapazinho bastante traquinas e com uma imaginação bastante fértil que está constantemente a dar dores de barriga à tia Polly. O Tom está sempre a meter-se em sarilhos, mas em contra partida também é bastante bom em sair deles. É um rapaz cheio de recursos que nunca se deixa abater apesar das circunstâncias.

Esta é ainda uma história cheia de lições e de comentários irónicos pela parte do autor. Contudo muitos deles perderam a graça para mim. Isso não significa que não consiga perceber a mestria com que a história foi contada. Não é por achar que ela não se adapta a mim que deixo de saber reconhecer um bom livro.

Gostei de ficar a conhecer os amigos do Tom, principalmente o Huckleberry Finn. Tenho alguma curiosidade para saber as suas aventuras, apesar de achar que vou acabar por ficar com a mesma sensação que tenho actualmente em relação Às Aventuras de Tom Sawyer. Outro aspecto de que gostei bastante é da maneira como o autor retrata e mostra como era a vida naquela época nos sítios mais rurais. De certo modo a vida era tão mais simples e as crianças sabiam o que era realmente ser-se criança, sabiam utilizar a imaginação. Às vezes fico um pouco decepcionada quando olho à minha volta e reparo no quanto hoje em dia as coisas estão diferentes.

Acho que um dia ainda hei-de convencer a minha irmã mais nova a ler este livro para ficar com uma ideia do que ela acha e se realmente a nossa idade influência a nossa satisfação com o livro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Opinião - On Immunity: An Inoculation

Ficha Técnica:
Autor: Eula Biss
Páginas: 216
Editor: Graywolf Press
ASIN: B00KUY4D7W

Sinopse:
Why do we fear vaccines? A provocative examination by Eula Biss, the author of Notes from No Man’s Land, winner of the National Book Critics Circle Award

Upon becoming a new mother, Eula Biss addresses a chronic condition of fear—fear of the government, the medical establishment, and what is in your child’s air, food, mattress, medicine, and vaccines. She finds that you cannot immunize your child, or yourself, from the world.
In this bold, fascinating book, Biss investigates the metaphors and myths surrounding our conception of immunity and its implications for the individual and the social body. As she hears more and more fears about vaccines, Biss researches what they mean for her own child, her immediate community, America, and the world, both historically and in the present moment. She extends a conversation with other mothers to meditations on Voltaire’s Candide, Bram Stoker’s Dracula, Rachel Carson’s Silent Spring, Susan Sontag’s AIDS and Its Metaphors, and beyond. On Immunity is a moving account of how we are all interconnected—our bodies and our fates.

Opinião:
Este livro não era propriamente aquilo de que estava à espera. Na minha cabeça este seria um livro mais virado para o científico, escrito com termos científicos, e contaria a história da vacinação, debateria os seus prós e contras de uma maneira objectiva e racional. Contudo não foi isso que aconteceu. Não digo que não tenha gostado do livro, porque na realidade até gostei bastante. Apesar de o livro ser escrito por uma mãe com as suas próprias dúvidas e incertezas nota-se que a autora tentou ser imparcial e que se deu ao trabalho de aprofundar a história e os vários pontos de vista acerca da vacinação.

Gostei especialmente que a autora mostre ambas as frentes que se podem encontrar quando se fala de vacinação. Aquela que concorda e acha a vacinação importante e aquela que acha que a vacinação implica um intrusão no corpo o humano e acredita que a mesma leva ao despoletar de determinadas doenças. A autora fala também do que é chamada a herd imunnity e de como os nossos corpos não nos pertencem só a nós. Afinal de contas as decisões que tomamos relativas ao nosso corpo pode influenciar o que acontece aos outros. O corpo não é um sistema isolado, pensarmos que sim é estamos a ser egoístas.

A maneira como a autora aborda todas estas questões e mais algumas é em forma de ensaio, sempre com uma espécie de ensaio que remonta à sua experiência pessoal, ou através do facto de ter sido mãe, ou através do facto de o seu pai ser médico. O livro está ainda cheio de metáforas, metáforas essas que vão sendo descomplicadas. A que mais é usada é a do Drácula, o que a certa altura me irritou um pouco, mas de qualquer maneira achei interessante as comparações que a autora faz entre a maneira como as pessoas viam o Drácula e como viam as doenças. Outro ponto bastante interessante é o facto de que as pessoas têm mais tendência para duvidar daquilo que lhes é demonstrado de forma racional do que das suas próprias crenças, mesmo que estas não tenham qualquer tipo de fundamento.

Sem dúvida um dos aspectos que mais gostei neste livro foi de perceber ou a tentativa da autora de tentar perceber como é que o cérebro humano funciona quando se fala de doenças e de imunização.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Peek-a Book (Joana) - Sensibilidade e Bom Senso




Ficha Técnica:
Autor: Jane Austen
Título Original: Sense and Sensibility
Páginas: 360
Editor: Presença
ISBN: 9789722355445
Tradutor: João Martins

Sinopse:
Sensibilidade e Bom Senso apresenta-nos os retratos subtis das irmãs Dashwood, com temperamentos contrastantes mas igualmente encantadores. Elinor é regida pelo bom senso, pela razão, e esconde cuidadosamente as suas emoções. Marianne é dominada pela paixão, pela sensibilidade, e expõe-se sem reservas aos sentimentos mais intensos. Quando ambas se apaixonam e vivem o arrebatamento e a dor do amor, compreendem que é no ponto de equilíbrio entre a sensibilidade e o bom senso que poderão encontrar a felicidade pessoal. Através deste paralelo, a autora oferece-nos uma análise poderosa da forma como a vida das mulheres era moldada na sociedade das classes média e alta na Inglaterra do século XVIII, numa comédia de costumes iluminada pela ironia e o humor.

Opinião:
Este livro foi uma autêntica guerra para ler. Durante o mês passado andei num completo slump literário, o que significa que não tinha vontade de pegar no que quer que fosse e quando conseguia pegar lia meia dúzia de páginas e desistia. Ainda por cima comecei por ler o livro em inglês e senti-me completamente perdida. Estou mais que habituada a ler em inglês, já li vários livros da Jane Austen em inglês, mas desta vez dava por mim a ter que ler três e quatro vezes a mesma passagem até a conseguir perceber e interiorizar. 

Finalmente desisti simplesmente do livro e decidi dar-me tempo para me elevar do maldito slump. Quando achei que a coisa estava a melhorar decidi optar por ler o livro na versão portuguesa e a partir daí as coisas começaram a melhorar consideravelmente. Não considero que tenha sido um dos melhores livros que li dela, mas penso que isso se deva principalmente ao meu estado de espírito. Achei que a linguagem empregue e as construções frásicas eram mais complexas que os livros anteriores que li dela. Isso, aliado ao slump levou a que perdesse interesse na história porque parecia que a mesma não fluía.

De resto, achei que a história e os personagens são do tipo a que a autora já nos habituou. No geral, e tirando o Ema, os personagens desta autora são bastante cativantes e interessantes, a história em si incorpora várias críticas à sociedade e não deixam de existir momentos hilários ao longo da narrativa.

As personagens principais, Elinor e Marianne, são completamente diferentes na sua maneira de estar na vida e na maneira como lidam com as diferentes situações. Elinor é uma pessoa recatada e que presa o intelecto acima de tudo. Alguém que não se deixa governar pelos seus sentimentos e que apresenta sempre uma fachada de decoro. Ao mesmo tempo é bastante inteligente e acha que é sua obrigação carregar todos os males dentro de si sem causar preocupações aos demais. Já Marianne é completamente o oposto. Se está feliz ri, se está triste chora. Todas as emoções são vividas ao extremo com ela, sem que esteja preocupada com ser recatada ou com o decoro. Para Marianne o mais importante são as emoções e alimenta-se delas como se não houvesse amanhã.

É então assim que observamos a diferente maneira com que estas irmãs lidam com os seus romances e as suas desventuras. Apesar de ser uma pessoa um pouco mais parecida com Marianne em certos aspectos, fui muito mais tocada pela dor de Elinor. Havia alturas em que pensava: "vai dar porcaria e é bem feita para não seres tontinha Marianne."

Não posso deixar de referir os personagens secundários, principalmente o bem disposto John Middleton, que só se sente bem rodeado de gente e a tentar ajudar os outros, e a Mrs. Jennings, que está sempre a tentar descobrir o que se passa, e sempre a coscuvilhar e a colocar hipóteses que rapidamente descarta, ao mesmo tempo que adora deixar as pessoas desconfortáveis com as suas observações. Contudo quando algo de mal realmente acontece tenta ajudar o mais que pode e preocupa-se realmente com as pessoas com quem se dá.

No geral as restantes personagens são bastante fúteis, mesquinhas, desprovidas de carácter, completamente manipuladoras ou completamente manipuladas. Não se aproveita quase ninguém daquela grande quantidade de gente. Mas o mais engraçado é que todos eles se adoram e de certo modo desdenham as irmãs Dashwood. Parece que desde sempre ser uma pessoa em condições não é um grande atractivo.

Apesar de ter gostado do livro, pensei vir a gostar mais. Existem outras obras da autora que me deixaram muito mais cativada. Contudo para quem gosta deste tipo de romances será um a não perder.

domingo, 6 de novembro de 2016

Mini-Opinião - Kindred Spirits

Ficha Técnica:
Autor: Rainbow Rowell
Páginas: 62
Editor: Macmillan Children's Books
ASIN: 1509820833

Sinopse:
‘Everybody likes everything these days. The whole world is a nerd.’
‘Are you mad because other people like Star Wars? Are you mad because people like me like Star Wars?’
‘Maybe.’

If you broke Elena’s heart, Star Wars would spill out. So when she decides to queue outside her local cinema to see the new movie, she’s expecting a celebration with crowds of people who love Han, Luke and Leia just as much as she does.

What she’s not expecting is to be last in a line of only three people; to have to pee into a collectible Star Wars soda cup behind a dumpster or to meet that unlikely someone who just might truly understand the way she feels.

Kindred Spirits is an engaging short story by Rainbow Rowell, author of the bestselling Eleanor & Park, Fangirl and Carry On. Kindred Spirits has been specially produced for World Book Day.

Opinião:
Kindred Spirits passa-se nos dias antes da estreia de Star Wars. Elena é uma rapariga que desde muito nova sempre teve uma grande paixão por Star Wars, inicialmente influenciada pelo pai e posteriormente por autorrecriação. Assim sendo quando foi anunciado o novo filme Elena decide que vai ficar à espera na fila para estreia. Que irá acampar durante uns dias à porta do cinema de modo a poder viver com outras pessoas como ela toda a euforia e amor que Star Wars desperta na sua legião de fãs. Contudo o que acaba por acontecer não é bem aquilo que está à espera.

Durante os dias de espera existem apenas três pessoas na fila. Sendo que uma delas é um rapaz da sua idade. Foi interessante ver como apesar da desmotivação que acaba por a apanhar Elena não desiste da sua demanda e se consegue manter fiel ao seu ideal até ao fim, apesar de alguns momentos mais constrangedores. Ao mesmo tempo Elena, através da sua animação e do seu esforço, consegue com que Gabe, o tal rapaz se torne mais social e entre também no mood correcto. Durante a sua estadia à porta do cinema Elena acaba por se aperceber de que talvez Gabe não seja um desconhecido como pensava e que é nos locais mais inesperados que muitas vezes acabamos por descobrir amizades que de outra forma não descobriríamos. Claro que no final existe um pequeno twist que adorei.

Um pequeno conto bastante interessante e caloroso que me deixou bastante satisfeita.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Opinião - As Crónicas de Bane

Ficha Técnica:
Autor: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson
Título Original: The Bane Chronicles
Páginas: 412
Editor: Planeta
ISBN: 9789896577148
Tradutor: ?

Sinopse:
Neste livro de contos, são narradas várias aventuras do feiticeiro Magnus Bane, das séries best-seller de Cassandra Clare. Para Magnus Bane seria impossível contar todas as suas aventuras.Ninguém acreditaria... Onze histórias que revelam alguns dos seus segredos que de certeza não gostaria que fossem divulgados. Entre o misterioso Perú e Resgates na Revolução Francesa, os fãs terão oportunidade de saber pormenores da vida do enigmático feiticeiro.

Passado em diversos países e períodos históricos, Magnus Bane com a sua personalidade sedutora, estilo exuberante e inteligência resolve problemas e interage com Clary, Tessa, Will e Alec, de Caçadores de Sombras e As Origens.

Cassandra Clare, Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan juntaram-se para escrever dez contos inesquecíveis.

Opinião:
Confesso que a vontade que tinha de ler este livro era algo baixa. Lembrava-me que o ano passado tinha lido o primeiro conto e que não tinha achado nada de especial. Pelo contrário, tinha ficado mesmo desapontada e decepcionada. Logo a vontade de pegar no livro era nula. Contudo lá quis o destino que eu pegasse no livro, e acabei por até ser surpreendida.

Gostei muito mais do que aquilo que estava à espera. Os contos mostram-nos momentos muito específicos da vida de Bane, momentos esse que vão sendo aludidos ao longo das séries já nossas conhecidas. Assim sendo foi com imenso gosto que fiquei a conhecer como é que determinados acontecimentos se desenrolaram. Como é que os pais do Will Herondale se conheceram, como é que a Jocelyn conheceu o Bane e até como é que foi o primeiro encontro do Alex com o Bane. Adorei ficar a conhecer estes momentos tão especiais. Ainda por cima contados pelo ponto de vista do Bane, o que implica sempre comentários e comportamentos escandalosos.

As histórias são contadas de forma cronológica e na maior parte dos casos mostram-nos situações para as quais já sabemos os desfechos. Houve apenas uma que me deixou curiosa para saber como é que o imbróglio se iria resolver visto que não me recordo de alguma vez ter lido alguma referência à situação, e neste caso estou a falar de James, o filho do Will e da Tessa. De resto não há muito mais a dizer.

Acho que é uma boa adição ao mundo criado por Clare visto que nos ajuda a clarificar e nos mostra momentos chave nas vidas dos personagens, momentos esses que não tínhamos tido a oportunidade de acompanhar. Ao início andei um bocadinho confusa com os nomes e a tentar fazer as ligações porque sou péssima com este tipo de coisas, mas depois passou. Conto agora ler o outro livro de contos cuja personagem principal é o Simon e depois partir para o Lady Midnight.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Opinião - Night Broken e Fire Touched

Ficha Técnica:
Autor: Patricia Briggs
Série: Mercy Thompson, #8 e #9
Páginas: 353 e 342
Editor: Ace
ASIN e ISBN: B00DMCV7WS e 0425256766

Sinopse:
Night Broken
An unexpected phone call heralds a new challenge for Mercy. Her mate Adam’s ex-wife is in trouble, on the run from her new boyfriend. Adam isn’t the kind of man to turn away a person in need—and Mercy knows it. But with Christy holed up in Adam’s house, Mercy can’t shake the feeling that something about the situation isn’t right.

Soon, her suspicions are confirmed when she learns that Christy has the farthest thing from good intentions. She wants Adam back and she’s willing to do whatever it takes to make it happen, including turning Adam’s pack against Mercy.

Mercy isn’t about to step down without a fight, but there’s a more dangerous threat circling. Christy’s ex is more than a bad man—in fact, he may not be human at all. As the bodies start piling up, Mercy must put her personal troubles aside to face a creature with the power to tear her whole world apart.


Fire Touched
Tensions between the fae and humans are coming to a head. And when coyote shapeshifter Mercy and her Alpha werewolf mate, Adam, are called upon to stop a rampaging troll, they find themselves with something that could be used to make the fae back down and forestall out-and-out war: a human child stolen long ago by the fae.

Defying the most powerful werewolf in the country, the humans, and the fae, Mercy, Adam, and their pack choose to protect the boy no matter what the cost. But who will protect them from a boy who is fire touched?

Opinião:
Decidi ler o primeiro para o desafio do mês, e depois de terminar não consegui resistir e tive que pegar no livro seguinte. Só não li mais nenhum porque ainda não saiu mais nenhum. Damn it. Já devia ter saído, isto não se faz a ninguém! Assim sendo decidi fazer uma opinião dois em um.

No primeiro livro, Night Broken, a ex-mulher de Adam põe-se num sarilho bastante grande, e claro que vem a correr ter com o nosso Alpha e aproveita para tentar minar a relação que ele e a Mercy construíram. Foi hilariante estar dentro da cabeça da Mercy enquanto esta se tentar controlar para não matar alguém, ou fazer algo que se venha a arrepender, ou a dar desculpas ao pack para se virarem ainda mais contra ela. Sim, porque apesar de já lá ir algum tempo desde que a Mercy passou a fazer parte do bando, a verdade é que ainda existem muita gente que está contra ela e quanto ao facto de ela ter sido a escolhida para ser a mulher do Alpha.

Convenhamos que este livro é um pouco assustador. Os personagens vão lidar com algo um pouco diferente do habitual, nomeadamente um Deus. Convenhamos que por muito assustadores que sejam os Lobisomens, os Fae e os Vampiros, um Deus é algo completamente à parte. E este Deus é bastante assustador. E também bastante forte. E é um Deus que sabe muito bem o que quer e que não vai olhar a meios para atingir os seus objectivos. E este acabou por ser um livro cheio de surpresas. Surpresas essas que consistem praticamente na adição de novos personagens àqueles que já conhecemos. Nomeadamente descobrimos que a Mercy tem família pelo lado do pay (yeaaaah) e que por sinal ele até tem uma personalidade divertida de se ler. É ainda apresentado um novo lobisomem que irá fazer parte da "matilha", mas que não teve muita proeminência neste livro nem no seguinte, por isso espero vir a perceber o porquê desta adição inesperada à história. Por fim e o que me levou a pegar no livro seguinte foi a inclusão das tibicenas na história e o final que é dado a uma delas. Como é que esta tibicena iria afectar o pack e como é que os outros lobisomens iriam reagir foi principalmente o que me fez pegar no livro seguinte.

Ao início, e olhando para a capa do Fire Touched, pensei que o livro fosse mais virado para a tibicena e para algo que pudesse advir da sua inclusão no pack. Contudo a realidade é que não teve nada a ver. Nos livros anteriores houve uma separação entre os Fae e os humanos. E se bem que existem Fae que achem que os humanos devam ser aniquilados, a realidade é que também existem outros que querem uma trégua e a possibilidade de coexistência entre humanos e Fae. E mais uma vez a Mercy é metida ao barulho porque tudo cai em cima dela. Desta vezo Zee e o Tad aparecem com uma criança, criança essa humana, mas com poderes de fogo. Poderes esses que lhe foram concedidos por Underhill e que agora os Fae querem não só controlar como ainda roubar para seu próprio proveito.

No meio disto tudo o que fica é a vontade da Mercy em proteger os outros e em como na maior parte das vezes ela toma riscos desnecessários desde que isso seja em benefício de outrem. Ela declara-se inimiga dos Fae para proteger esta criança, e esta sua atitude traz uma série de consequências para o mundo que ela conhece, mas ao mesmo tempo ela não é capaz de voltar com a sua palavra atrás. 

Gostei de ver como a Mercy lida com o Aidan, o rapaz do fogo, como tenta explicar-lhe como as coisas funcionam actualmente, quais as regras da cordialidade e de como aos poucos ele vai aprendendo e se vai sentindo mais integrado ao mesmo tempo que vai relaxando e aprendendo a viver com mais calma. Admiro a coragem que o Aiden teve para confiar na Mercy e no Adam, e como foi capaz de se abrir para a Jesse e criar uma espécie de amizade com ela. Ao mesmo tempo Aiden acaba por demonstrar uma força de vontade incrível e uma necessidade de ajudar para além daquilo que seria de esperar. Este acaba por se sacrificar de modo a que possa existir uma trégua entre os Fae e os humanos. Ainda bem que esse sacrifício acabou por não trazer consequências nefastas. Tudo isto porque houve um personagem que no final se sacrificou. Personagem esse que irá ficar para sempre no meu coração. Apesar das suas aparições não serem propriamente relevantes e muitas vezes ser considerado de pouca importância, a história sem ele nunca mais será a mesma.

Para finalizar gostava só de dizer que percebo que de certa forma todos estes jogos de poder e todas estas situações estão a acontecer porque existiu uma alteração no balanço natural que existia. Os lobisomens mostraram-se aos humanos, houve uma "guerra" entre os Fae e os humanos e ainda é tudo muito recente. Mas gostava que a autora desse 5min de descanso à Mercy. Acho que ela já merece um pouco de acalmia. Podemos ter na mesma aventuras, mas se calhar sem serem propriamente de vida ou de morte. Ou então a autora dizer-nos que passaram dois ou três anos desde a última aventura. Às vezes é uma questão de meses e isso faz-me sentir que é demasiado.

De qualquer modo estou curiosa para o próximo livro, que supostamente será o penúltimo, a capa é lindíssima e associada com o título e a sinopse deixa-me com um frio na barriga e temo sinceramente pelo que poderá daí advir.

sábado, 15 de outubro de 2016

Opinião - A Queda de Artur

Ficha Técnica:
Autor: J.R.R. Tolkien
Título Original: The Fall of Arthur
Páginas: 246
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721061958
Tradutor: Rita Guerra

Sinopse:
A Queda de Artur, a única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur da Bretanha, pode muito bem ser vista como a sua mais delicada e hábil aventura na métrica aliterativa do inglês antigo, tendo concedido à sua interpretação inovadora das antigas narrativas uma sensação penetrante da natureza grave e determinista de tudo o que é contado: da expedição ultramarina de Artur até às distantes terras pagãs, da fuga de Guinevere de Camelot, do regresso de Artur à Bretanha e da grande batalha naval, no retrato do traidor Mordred, nas dúvidas atormentadas de Lancelot no seu castelo francês. Infelizmente, A Queda de Artur foi um dos seus vários poemas longos inacabados. Há evidências que terá começado a escrevê-lo no início dos anos 30 do século passado e estaria num estado suficientemente avançado para que o enviasse a um amigo perspicaz, que o leu com grande entusiasmo no final de 1934, e o incentivou a concluí-lo com urgência: «Tem mesmo de o terminar!» Contudo, foi em vão. Tolkien abandonou-o, em data desconhecida, ainda que alguns indícios apontem para 1937, o ano de publicação de O Hobbit e das primeiras incursões em O Senhor dos Anéis. Anos mais tarde, numa carta de 1955, disse que «esperava terminar um longo poema sobre A Queda de Artur, mas esse dia nunca chegou.

Associadas ao texto do poema, existem, contudo, várias páginas manuscritas; uma grande quantidade de rascunhos e experiências em verso, nas quais a estranha evolução da estrutura do poema é revelada, juntamente com sinopses narrativas e notas deveras significativas, ainda que desesperantes. Nestas últimas, é possível discernir associações claras, ainda que misteriosas, do fim de Artur com O Silmarillion e a amarga conclusão do amor de Lancelot e Guinevere, que nunca chegou a ser escrito.

Opinião:
Não estava à espera que mais de 50% do livro fossem explicações acerca do poema e contextualizações. Estava à espera de algo ligeiramente mais longo, como o livro anterior. E ainda por cima o poema ainda se torna mais pequeno quando pensamos que o número de páginas tem que ser dividido por dois porque temos a versão inglesa do poema e a versão portuguesa.

Como seria de esperar li a versão inglesa do poema, até porque as versões traduzidas nunca transmitem a verdadeira beleza de um poema. Confesso que ao início foi um pouco difícil entrar na cadência, no ritmo, mas com o decorrer das páginas isso deixou de ser um problema e passei a saborear realmente o poema que me era apresentado. Não posso deixar de confessar que houve alturas em que tive que ler determinadas passagens com bastante atenção e alguma repetição de modo a ter a certeza que compreendia perfeitamente aquilo que me estava a ser transmitido. Mas se gostei do poema? Gostei sim. E tenho pena que não haja mais partes da história contadas por Tolkien.

A segundo parte do livro é basicamente um estudo do poema, em que são comparadas as diferentes versões para os mesmos segmentos, e em que é analisado ao detalhe a que obras é que Tolkien foi buscar as ideias para construir um poema único, com passagens e detalhes retirados de diferentes obras. Esta parte para mim já não foi tão interessante ou esclarecedora porque a lenda Arturiana não é propriamente a minha praia e por isso perdi-me um pouco com tantas referências.

Acho que esta parte é mais apropriada para um estudioso do tema ou das obras de Tolkien. Eu sou uma simples leitora que gosta de consumir Tolkien pelo simples prazer de saber que estarei bem entregue.

Um livro que possivelmente não encherá as medidas a qualquer pessoa.

domingo, 9 de outubro de 2016

Opinião - The Beast

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Série: Black Dagger Brotherhood, #14
Páginas: 521
Editor: NAL
ASIN: B0125VU8YY

Sinopse:
Nothing is as it used to be for the Black Dagger Brotherhood. After avoiding war with the Shadows, alliances have shifted and lines have been drawn. The slayers of the Lessening Society are stronger than ever, preying on human weakness to acquire more money, more weapons, more power. But as the Brotherhood readies for an all-out attack on them, one of their own fights a battle within himself…

For Rhage, the Brother with the biggest appetites, but also the biggest heart, life was supposed to be perfect—or at the very least, perfectly enjoyable. Mary, his beloved shellan, is by his side and his King and his brothers are thriving. But Rhage can’t understand—or control—the panic and insecurity that plague him…

And that terrifies him—as well as distances him from his mate. After suffering mortal injury in battle, Rhage must reassess his priorities—and the answer, when it comes to him, rocks his world...and Mary’s. But Mary is on a journey of her own, one that will either bring them closer together or cause a split that neither will recover from...

Opinião:
Feelings feelings feelings, so many feelings! Quem segue fielmente a autora já reparou que dos três últimos livros que saíram desta série, pelo menos dois deles revisitam personagens já anteriormente apresentados. Gosto disso, gosto mesmo muito disso. E gosto disso simplesmente pelo facto de que ao pegar novamente nestes personagens a autora nos mostra que as coisas não são perfeitas. Que por muito que amemos uma pessoa há sempre conflitos e problemas por resolver. Há sempre situações que nos quebram e que a felicidade não é absoluta. Tudo isso torna os personagens muito mais "humanos".

Uma vez mais gostei bastante da história dos personagens. Tanto a Mary como o Rhage estão numa fase complicada, não entre eles, mas a nível pessoal. O Rhage tem ataques de pânico e não sabe bem porquê, enquanto a Mary se apega de mais a uma rapariga que vive  em  Safe Place. Tudo isto faz com que exista algum afastamento entre os personagens, mas em momento algum a autora me fez sentir que não houvesse amor entre eles. Ao mesmo tempo foi interessante ver como a Mary lida com os problemas, o facto de ser uma espécie de terapeuta/psicóloga, faz com que seja sempre sincera com o Rhage e que aborde os problemas de forma frontal sem ser insensível. O mesmo acontece com o Rhage que quando finalmente se sente preparado acaba por contar o que se passa e ambos resolvem o problema em conjunto.

Continuamos a ter vários POV. Basicamente temos POV da Layla, um ou outro do Xcor, do Assail e de uma nova personagem que é a Jo. Existe também um ou outro POV do ponto de vista do V e da Jane. Quanto aos POV da Layla só posso dizer que ela me irritou solenemente. É frustrante ver como supostamente se preocupa com o Xcor e saber o quanto ele mudou e não ser capaz de o defender nem de assumir os seus supostos erros porque tem receio que a Irmandade se vire contra ela ou que lhe faça algo. É ridículo.  Não sei como é que a autora vai colocar os personagens a reagir, mas a verdade é que daquilo que já os conheço será óbvio ver que por muito que as coisas sejam complicadas ao início acho-os sensatos o suficiente para chegarem a um compromisso. Cada vez que lia os capítulos da Layla só conseguia pensar: cobarde. Espero que isso mude brevemente, nomeadamente no próximo livro. Se não acho que tenho uma coisinha má.

Quanto aos POV do V, estes servem essencialmente para mostrar o que acontece com a Virgem Escrivã, e o que acontece fica pouco aquém de surpreendente. Não estava nada à espera. Ao mesmo tempo o V questiona-se algumas vezes sobre a sua relação com a Jane, não acho que seja uma situação que mereça um livro inteiro novamente sobre eles, mas gostava de ver um pouco mais sobre a sua relação. O Assail muda completamente a sua cantiga e passa a ajudar a Irmandade. Foi interessante ver como ele tenta usar o seu poder e maus hábitos para fazer o bem e como isso o faz sentir que se está a redimir. Ao mesmo tempo gostei bastante de ver a sua atitude quando descobre um determinado macho num determinado estado. Não estava nada à espera de o ver ter uma relação tão forte e quero ver a relação dos dois a desenvolver-se. Ao mesmo tempo espero sinceramente ver o Assail limpo da droga e de como isso o vai afectar, espero positivamente.

Quanto à Jo, é uma nova personagem feminina, humana e relacionada com dois dos protagonistas presentes nos livros anteriores. Quando soube fiquei extremamente curiosa e com vontade de saber mais. Até porque algumas opiniões que li chamaram-me a atenção para uma passagem do livro na qual eventualmente não teria reparado e que ainda traz panos para mangas. Para finalizar falta-me falar na Bitty. É um doce de miúda. Apesar de ao início se mostrar fria e distante a verdade é que o faz para se proteger. Ao mesmo tempo é extremamente inteligente, perspicaz e directa nas suas abordagens. Sem ter medo de interpelar seja quem for deixa toda a gente rendida pela sua honestidade e maturidade.

Não me querendo alongar muito mais que a opinião já vai longa, não posso deixar de referir os pontos que menos me agradaram no livro. Um deles foi o facto de acontecer algo inexplicável, nomeadamente o Dragão salvar a vida do Rhage, e ninguém colocar hipóteses para o como isso ser possível! Foi do género: Yaaah, muito fixe! Passa para outra. What the Hell? Estava à espera de mais questões e teorias e morreu tudo um bocado. Também não fiquei muito convencida com o motivo dado para os ataques de pânico do Rhage. Não achei que se adequasse aos acontecimentos que despoletam os ataques. Estava à espera de outra coisa mais "justificável". Mais coisinhas, achei que determinados personagens têm ficado muito esquecidos. Nomeadamente o Phury e a Cormia, o Rhev e a Ehlen, e o iAm e o Trez. Por favor, eles entraram no último livro. Foi dado a entender que com o apoio dos Sombras as coisas iam mudar para melhor, que era uma aliança importante! E depois aparecem uma vez muito brevemente. Tsk tsk, muito triste.

Esqueci-me de dizer que aquando do nascimento dos filhos da Layla temos direito a ficar a conhecer um pouco mais das tradições desta raça, o que adorei! Ao mesmo tempo não posso deixar de falar do Lassiter. Aquele anjo maluco é o melhor. Tem aquele ar badass e está sempre a dar cabo do juízo a toda a gente, mas a realidade é que gosta de toda a gente profundamente e se preocupa com todos eles, e quando é realmente necessário ele sabe sempre o que dizer.

Agora é esperar pelo próximo livro para ver como as coisas correm para a Layla e o Xcor.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Novos na Estante (da Rita) #9 - Setembro de 2016


Olá a todos,
Cá estou eu novamente, num curto período de tempo, para vos dar mais um Novos na Estante. Agora sim, consegui pôr-me em dia. *Yay!* 
Vamos ver que novidades chegaram às minhas estantes durante o passado mês de Setembro? Bora lá então ;)

Comecemos com quatro livrinhos em português, que chegaram cá a casa pelas mãos da Individual Editora, à qual deixo desde já o meu agradecimento.

Temos então Baker's Magic - A Magia do Pão de Diane Zahler, que me parecer ser adorável; Adeus de Susana Almeida (o primeiro livro que irei ler da autora); 
E dois livros que acho que são segundos volumes de trilogias/séries: Valquíria - A Fugitiva de Kate O'Hearn e Deuses de Dois Mundos - O Livro da Traição de PJ Pereira. Ainda terei de ver como/quando irei ler estes dois últimos livros...

Passemos então a mais um conjunto de livros novos, desta vez em inglês e em capa dura:
Cress e Winter de Marissa Meyer são, respectivamente, os volumes 3 e 4 da conhecida série The Lunar Chronicles. Ficaram com um grande desconto no Book Depository e obviamente não resisti...
Algo de muito semelhante se passou com o Cruel Beauty de Rosamund Hodge: preço irresistível flash e temporário no Book Depository e lá fui eu. Este livro é uma espécie de retelling da Bela e o Monstro. 
Desta vez através do Amazon (na zona dos usados como novos), adquiri já há que tempos, mas só agora recebi, o Faery Tales & Nightmares de Melissa Marr. Por menos de 5€ já com os portes de envio e como novo, foi uma belíssima compra.

E para terminar, o último conjunto de livrinhos:
A Gathering of Shadows de V.E. Schwab, que apanhei finalmente a bom preço. É o 2º livro da série Shades of Magic.
O Segredo dos Tudor de C.W. Gortner é um histórico, claro está, e foi um presente da mãe ^.^
Kindred Spirits de Rainbow Rowell foi-me oferecido pela Catarina R. (ver o blogue dela aqui) e é um mini-livro com um conto especialmente produzido para o World Book Day. Obrigada Catarina! :)

E pronto, meus caros, estas foram as minhas aquisições do passado mês de Setembro. E por aí, quais foram as novidades nas vossas estantes? Já leram ou querem ler algum destes livros? Contem tudo, que por aqui gostamos de saber :)
Para o próximo mês cá estarei de novo, com um novo post, para vos mostrar mais novidades. Até lá, boas leituras!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Desafio: Spook-a-Thon 2016


Olá a todos!
Pois é, parece que vou meter-me em mais um desafio este ano :p 
Mas atenção, este é um desafio curtinho, com a duração de 1 mês, dedicado a esta época Halloweenesca. Trata-se do Spook-a-Thon 2016, organizado pela Elsa do Ordem D'Avis e pela Filipa do filipabOoks, que consiste em realizar até um máximo de 8 desafios distintos.
Parece-me um desafio muito divertido e que não podia deixar de participar, apesar da minha falta de tempo, pois adoro esta época do ano e dos desafios propostos. 
Assim sendo, vou pelo menos divertir-me um pouco e participar no máximo que conseguir :)
Vamos então ver que livros escolhi para cada categoria da maratona?

Desafio nº 1 - Livro com capa ou título que te assuste

Este não foi fácil. Não me lembro de nenhum livro com capa ou título que me assustem, no entanto, este A Canção de Kali de Dan Simmons que vou ler também para um outro desafio aqui no blog, o Peek-a Book, tem uma capa no mínimo macabra, que pelo que vi, parece dizer muito acerca do seu conteúdo, sinistro e igualmente macabro, que acaba por me dar alguns arrepios.





Desafio nº 2 - Livro que tenha uma história com fantasmas, bruxas, fadas ou outras criaturas fantásticas

Adoro Tolkien e tenho imensas saudades de ler uma obra dele, por isso esta parece-me a altura ideal para o fazer, e O Silmarillion serve que nem uma luva nesta categoria.









Desafio nº 3 - Vai a uma livraria/biblioteca, escolhe uma estante, da esquerda para a direita conta até 13, pega no 13º livro, é esse que vais ler!

Para este desafio resolvi seleccionar vários livros que tenho por ler e cuja temática fosse adequada a esta época do ano. Esses mesmos livros foram baralhados e colocados de forma a não ser perceptível qual livro era qual.
O feliz contemplado foi este These Shallow Graves de Jennifer Donnelly, uma obra que já era para ter lido o Halloween passado, altura em que foi publicado.




Desafio nº 4 - Ler um conto de Edgar Allan Poe ou uma lenda portuguesa (desafio obrigatório)!

Para este desafio escolhi uma lenda portuguesa: O Mestre Assassinado: Crónica dos Templários. Tem um título sugestivo e estou curiosa para a ler.

Desafio nº 5 - Escolhe um livro da tua estante, tira uma foto do livro, coloca na foto objectos que mostrem aos outros leitores, sobre o que trata o livro (desafio obrigatório)! 

[*Mistério!* Novidades em breve!]

Desafio nº 6 - Sabes aquele livro que viste na estante de alguém e tinhas pensado em nunca o ler? Pega nele e lê!

Sempre fugi de romances eróticos e, vai-se lá saber porquê, participei num passatempo para ganhar este livro da imagem ao lado, e adivinhem... Ganhei-o mesmo x)
Confesso que na altura fiquei em choque, sem saber o que fazer, mas a curiosidade falou mais alto e arranjei forma de ler o 1º livro desta duologia. Por isso, sendo este o 2º volume, está na altura de o ler, pois é mesmo um livro que pensei que nunca leria.




Desafio nº 7 - Escolhe uma frase ou citação de um livro que leste recentemente, escreve-a aqui na spook-a-thon ou noutra rede social. Explica aos leitores porque escolheste essa citação (desafio obrigatório)!

[*Mistério!* Novidades em breve!]

Desafio nº 8 - Desafio aberto: Lê um livro de fantasia de um autor português!

[A definir. Não sei se conseguirei cumprir com este nº 8, já que de momento não tenho nenhum livro que se adeque]

E pronto, foram estas as minhas escolhas para o desafio. Irei gradualmente actualizando este post à medida que vá progredindo neste Spook-a-Thon. Caso queiram mais informações acerca desta maratona, espreitem o grupo do Facebook Tuga-a-Thon ;)


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Novos na Estante (da Rita) #8 - Agosto de 2016


Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um Novos na Estante! Setembro está a terminar e ainda nem vos mostrei as novidades que cá chegaram no passado mês de Agosto... Por isso, sem mais demoras, aqui vão elas!

Na imagem ao lado figuram as minhas comprinhas de livros em inglês:
Truthwitch de Susan Dennard é o primeiro livro de uma nova série que me parece ser muito fixe e me deixou super curiosa para ler; Fool's Assassin de Robbin Hobb já dispensa apresentações. Já tinha o livro em paperback, mas como já deu para perceber, sou fã de hardcovers e como apanhei esta a um preço excelente, não consegui resistir...
The Wrath & the Dawn de Renée Ahdieh é o primeiro livro de uma duologia baseada nas 1001 Noites. Sendo essa uma história de que muito gosto, não resisti a comprar esta obra.
Snow Like Ashes de Sara Raasch é mais um primeiro volume de uma série e Siege and Storm de Leigh Bardugo é o volume que me faltava para concluir a trilogia Grisha.
Por fim, as minhas aquisições em Português resumiram-se a alguns mangas:
Volume 4 de Assassination Classroom de Yusei Matsui, que é uma série que estou a gostar bastante.
E os volumes 6, 7, 8 e 9 de Naruto. Uma série que de início não me despertava grande interesse, mas que depois do 3º volume me começou a agradar e divertir (apesar de considerar algo mediana para o meu gosto).

E pronto, meus caros, estas foram as minhas aquisições do mês de Agosto. E por aí, quais foram as novidades nas vossas estantes? Já leram ou querem ler algum destes livros? Contem tudo, que por aqui gostamos de saber :)
Brevemente, cá estarei de novo, com um novo post, para vos mostrar mais novidades. Até lá, boas leituras!



terça-feira, 27 de setembro de 2016

Opinião - Convergente

Ficha Técnica:
Autor: Veronica Roth
Título Original: Allegiant
Série: Divergente, #3
Páginas: 415
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720043832
Tradutor: Alcinda Marinho

Sinopse:
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor. Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.

Opinião:
Ufff! Eu sei, ando super atrasada com as leituras e, especialmente, com os desafios a que me propus. No entanto espero até ao final do ano dar um bocadinho a volta a isto, pelo menos no que toca a este meu desafio mensal do frasquinho. 
Ora então, no que respeita ao presente e atrasadíssimo desafio do mês de Maio (leram bem, Maio *suspiro*), o papelinho tirado à sorte do meu frasco de desafios literários, indicava que teria de ler "Um livro já com filme ou que vai sair filme/série".
A minha escolha recaiu então sob o livro Convergente de Veronica Roth, pois não só se enquadra no pedido, como se  trata do derradeiro volume de uma trilogia que queria ver concluída.

Tenho pena de o dizer, mas não fiz a melhor das escolhas. Apesar de querer concluir a trilogia, não parti assim com muita vontade para a leitura e para além disso a história não me agarrou nada. Senti-me constantemente dispersa enquanto lia e em grande parte do tempo senti que estava a ler este livro só porque sim. 

Vendo bem, agora que analiso este Convergente com mais distanciamento e penso nos anteriores livros da trilogia, apercebo-me que tudo o que já descrevi, não é assim tão estranho. Houve sempre algo de que não gostei muito em cada livro, o que não me permitiu envolver ou sentir envolvida, e que me fez entrar, do primeiro ao último volume, numa espiral de descontentamento crescente.
Se antes me importava com os personagens, deixei de importar muito e senti-me mais distanciada deles. Por exemplo, Tobias, o personagem de que mais gostava, passa de um jovem firme, racional e ponderado, para um rapazito perdido, instável, impulsivo e um pouco irracional. Porquê? Não percebi bem, mas ao menos é algo que não dura o livro todo...
Para além disso, passar de uma narrativa sob o ponto de vista único de Tris, para uma narrativa com pontos de vista alternados entre esta e Tobias, não trouxe nada de relevante para a história e por isso pareceu-me algo desnecessário.

De referir também, que sou da opinião que a resolução de algumas questões finais de importância máxima para trama, se solucionaram algo atabalhoadamente, de forma fácil e pouco convincente, gerando uma espécie de anti-clímax. Refiro-me, por exemplo, à iminente batalha de Chicago, que num virar de página acabou antes de poder começar.

No entanto, apesar de tudo isto, emocionei-me na recta final e dei por mim a enxugar os olhos um par de vezes. Parece incoerente, depois de tudo o que já disse, não é? Ainda agora não sei o que se passou, mas de facto, apesar de já contar com algo trágico, não contava que fosse como foi, nem com a personagem em questão, e assistir ao sofrimento de uma outra, foi aquilo que mais me tocou.

Resta-me dizer que, de um modo geral, Convergente foi uma leitura morna, não me convenceu, mas em contrapartida ficar-me-há na memória, quanto mais não seja, pelo seu momento Mártir inesperado, que me trouxe as emoções à tona.