quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Opinião - The Chosen

Ficha Técnica:
Autor: J. R. Ward
Série: Black Dagger Brotherhood, #15
Páginas: 432
Editor: Ballantine Books
ASIN: B01IZTCC2G

Sinopse:
Xcor, leader of the Band of Bastards, convicted of treason against the Blind King, is facing a brutal interrogation and torturous death at the hands of the Black Dagger Brotherhood. Yet after a life marked by cruelty and evil deeds, he accepts his soldier’s fate, his sole regret the loss of a sacred female who was never his: the Chosen Layla.

Layla alone knows the truth that will save Xcor’s life. But revealing his sacrifice and his hidden heritage will expose them both and destroy everything Layla holds dear—even her role of mother to her precious young. Torn between love and loyalty, she must summon the courage to stand up against the only family she has for the only man she will ever love. Yet even if Xcor is somehow granted a reprieve, he and Layla would have to confront a graver challenge: bridging the chasm that divides their worlds without paving the way for a future of even greater war, desolation, and death.

As a dangerous old enemy returns to Caldwell, and the identity of a new deity is revealed, nothing is certain or safe in the world of the Black Dagger Brotherhood, not even true love . . . or destinies that have long seemed set in stone.

Opinião:
Já há algum tempo que os leitores desta série andavam a implorar para que fosse contada a história do Xcor e da Layla. Esta é uma relação complicada porque um dos personagens pretende destruir Wrath e o outro jurou-lhe lealdade. Nos livros anteriores já tinhamos começado a perceber uma mudança em Xcor e na sua atitude, mas é neste livro que essa transformação se conclui. A sua história de vida não é propriamente descomplicada, e um vampiro que poderia ter sido bastante decente acabou por se tornar alguém sem escrúpulos. Gostei de ver o Xcor a voltar a ser o tipo de pessoa que era enquanto criança. Ao mesmo tempo foi gratificante ver a Layla a encontrar o seu caminho e a sua força. Ela sempre se foi alguém que se sentia perdida e dividida e finalmente aprende a lutar por aquilo em que acredita e a encontrar o seu lugar neste mundo.

Como li algures, este livro não serve para que Layla e Xcor trabalhem a sua relação e cheguem a um equilíbrio. Serviu sim para que a irmandade se adaptasse a uma nova realidade e ficasse a perceber que tipo de pessoa é realmente o líder do bando de bastardos. Claro que as coisas não foram fáceis para os nossos personagens. O Qhuinn mostrou-se bastante intransigente durante a maior parte do livro, e também bastante descontrolado com toda a situação. No fim as coisas acabaram por correr pelo melhor pois este ficou a perceber o que é realmente importante e o que significa ser família.

Tirando a linha principal da história, houve revelações bastante interessantes. Finalmente foi revelado quem o sucessor da Virgem Escrivã e pensando bem não foi algo tão inesperado como pode parecer. Os sinais estavam todos lá. Houve também alguns desenvolvimentos quanto a outros personagens, como por exemplo relativamente a ____. Estou curiosa para saber quando é que vai ser explicado o que aconteceu, apesar de ser óbvio o que aconteceu. Ao mesmo tempo tenho curiosidade em saber o preço que houve a pagar. O outro personagem que também teve algum destaque foi o V. Li algures que as coisas vão ficar ainda piores antes de melhorarem e tenho receio do que isso possa significar para ele e para a sua parceira. O facto de o Vishous estar constantemente a suprimir os seus sentimentos não augura nada de bom e de certo modo tenho algum receio de até onde a autora o vai levar antes que quebre.

Entretanto foi introduzido um novo poder maléfico que desperta através do Throe e não faço a mínima ideia do que é ou do que possa significar.

O próximo livro é da Sola e do Assail, não é propriamente um casal que me entusiasme, mas tenho esperança que a autora consiga mudar os meus sentimentos.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Opinião - Love, Come to Me

Ficha Técnica:
Autor: Lisa Kleypas
Páginas: 400
Editor: Signet
ISBN: 0451236335

Sinopse:
When strong and handsome Heath Rayne pulled Lucinda Caldwell from a winter river, he rescued her from an icy death. But soon he was plunging her into a torrid torrent of passion that this New England beauty had never suspected could claim her. Heath was unlike any other man Lucy had ever known: a dashing, mocking, sensuous Southerner who came as a stranger to Lucy's town-and stayed as he stripped away her last shreds of resistance to the demands of desire and the flaming fulfillment of love...

Opinião:
Esta é uma autora que não considero propriamente extraordinária, mas que serve para me entreter quando pretendo ler um romance histórico simples e que me vá entreter. E mais uma vez funcionou na perfeição e foi de encontro às minhas expectativas.

Quanto aos personagens, é fácil gostar da personalidade de ambos. O Heath é uma pessoa bastante à vontade, sem preconceitos e sem uma postura na rígida na sociedade. É alguém que pretende mudar o mundo através da palavra e que acredita que as coisas devem ser abordadas de uma maneira crua, sem embelezamentos. A Lucinda tem uma personalidade determinada. Sabe o que quer e não deixa que outra pessoa dite o seu comportamento. Ao mesmo tempo é uma pessoa bastante inteligente que sabe que o mundo não é preto e branco, e que tem a capacidade para ver para além daquilo que rotula as pessoas. O romance de ambos vai evoluindo ao longo do tempo, não é apressado, a autora cria momentos de conexão entre os personagens que fazem o leitor acreditar na sua relação. Isto apesar de todos os contratempos. Apesar de serem vários, não me senti frustrada nem fiquei com a sensação que a autora estava só a arranjar problemas porque sim. Achei que os problemas que foram surgindo foram naturais e bem introduzidos.

Outro aspecto do livro que gostei foi os temas, o modo como se vivia a escravatura, o modo como a guerra fez uma nação ficar dividida e cada facção considerar-se superior à outra. Como o sítio onde uma pessoa nasceu a define mesmo que na realidade esta não tenha os mesmos valores que os seus conterrâneos praticam. A guerra é uma coisa feia que muda as pessoas e traz muitas vezes ao de cima o pior que cada um tem em si. Ao mesmo tempo mostra-nos novamente como as mulheres eram consideradas umas tontinhas e no geral eram os homens que as governavam e que lhes diziam como se comportar. Claro que tal não iria acontecer com os personagens principais, mas continuam a existir bastantes exemplos que deixam uma pessoa triste pelo simples facto de se ver como as mulheres eram tratadas.

Assim sendo foi um romance que alcança os seus objectivos, entreter o leitor e deixá-lo com uma sensação de fofura devido à história amorosa do casal principal.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Opinião - A União Sagrada e Vozes da Profecia

Ficha Técnica:
Autor: David Anthony Durham
Título Original: The Sacred Band
Série: Acácia, #3.1 e #3.2
Páginas: 383 e 320
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896376710 e 9789896377380
Tradutor: João Pinto e Fernanda Semedo

Sinopse:
A União Sagrada:
Três irmãos ainda sobrevivem, líderes que traçam um novo caminho para o Mundo Conhecido. Estarão à altura dos desafios que se lhes deparam?

A Rainha Corinn domina o mundo com o seu conhecimento profundo dos feitiços encontrados em A Canção de Elenet. O seu irmão mais novo, Dariel, torna-se numa figura mítica nas Outras Terras, enquanto a sua irmã, Mena, viaja até ao Norte Distante para defrontar uma invasão desencadeada por uma raça violenta decidida a conquistar o Mundo Conhecido. Os seus percursos individuais acabam por convergir em batalhas tumultuosas e os desafios que terão que enfrentar podem alterar a terra em que vivem para sempre…


Vozes da Profecia:
No último livro desta saga épica têm lugar confrontos de poderes e energias inconcebíveis, personagens veem o seu destino cumprido e os desígnios para Acácia serão elevados até à glória redentora.

A Rainha Corinn restaurou a dinastia Akaran ao conseguir manipular a magia terrível sobre o mundo conhecido. O seu irmão mais novo, Dariel, prossegue na sua jornada pelas Outras Terras, tendo-se tornado num defensor da liberdade dos escravos. E Mena avança para norte liderando um exército para aniquilar uma ameaça latente a Acácia, o povo semi-imortal Auldek.
Com punho de ferro e hábeis estratégias políticas, a jovem Rainha reprime uma insurreição e impede a violência de se alastrar no reino… mas à noite é atormentada com sonhos horrendos. Resta-lhe manter a força de espírito para assegurar algo quase impossível: a prosperidade e união pacífica de todas as raças.

Opinião:
E finalmente chegamos à recta final. É tnaõ neste soids livros que tudo chega a uma conclusão e que os personagens acabam por encontrar o seu destino bem como criar uma vida melhor para o povo de Acácia.

Enquanto que me recordo de ter gostado bastante dos dois livros anteriores, estes voltaram a desapontar-me um pouco. Isso acontece essencialmente porque achei que o autor andou a enrolar grande parte dos livros.

A história continua a seguir o ponto de vista dos quatro irmãos, enquanto lutam as suas batalhas, bem como outros pontos de vista de personagens que já conhecemos.

Sem dúvida que as partes que mais gostei de ler foram as relativas a Mena. Adoro o facto de ela ser uma completa arma de guerra, mas ao mesmo tempo ser alguém capaz de tanto amor. A Corrin continua a ser personagem de que menos gostei. Fria e calculista, foi preciso acontecer uma desgraça para que finalmente começasse a percorrer um caminho diferente que a levasse à redenção.

Aqui acabamos por ficar a saber quem são realmente os Santhoth e a proveniência da canção de Elenet. Ao mesmo tempo ficamos a conhecer a proveniência dos Lothan Uklun e de como eram capazes de fazer as suas supostas magias. No fim percebemos que tudo tem a ver com vingança, e para não variar quem paga é o povo.

Apesar de a maior parte das explicações serem devidamente dadas e de o autor finalizar a história de cada personagem, houve pelo menos uma situação que achei que não foi bem pensada. Isto tem principalmente a ver com a forma como Aliver resolve a guerra. Ao fim e ao cabo as crianças da quota ficaram com as Outras Terras. Assi sendo os Auldek não tem propriamente para onde voltar. Não sei até que ponto as coisas vão realmente resultar, ou se não poderão existir conflitos sobre quem é que fica com o quê.

Considero então que a trilogia não foi nada de extraordinário. Se bem que houve alturas em que me senti sentimental para com os destino e as acontecimentos de algumas personagens a verdade, é que a história em si não me tocou nem cativou. De certo modo foi bom para que aprenda a não me deixar levar pelos outros e não comprar os livros todos sem ter primeiro experimentado. Ao menos já acabou e não tenho que me preocupar mais com esta série, podendo dedicar o tempo a coisas que mais me agradam.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Opinião - Anything You Can Do

Ficha Técnica:
Autor: R.S. Grey
Páginas: 247
Editor: Amazon
ASIN: B01ND0PJ6B

Sinopse:
Lucas Thatcher has always been my enemy.

It’s been a decade since I’ve seen him, but our years on opposite coasts were less of a lasting peace and more of a temporary cease-fire. Now that we’re both back in our small town, I know Lucas expects the same old war, but I’ve changed since high school—and from the looks of it, so has he.

The arrogant boy who was my teenage rival is now a chiseled doctor armed with intimidating good looks. He is Lucas Thatcher 2.0, the new and improved version I’ll be competing with in the workplace instead of the schoolyard.

I’m not worried; I’m a doctor now too, board-certified and sexy in a white coat. It almost feels like winning will be too easy—until Lucas unveils a tactic neither of us has ever used before: sexual warfare.

The day he pushes me up against the wall and presses his lips to mine, I can’t help but wonder if he’s filling me with passion or poison. Every fleeting touch is perfect torture. With every stolen kiss, my walls crumble a little more. After all this time, Lucas knows exactly how to strip me of my defenses, but I’m in no hurry to surrender.

Knowing thy enemy has never felt so good.

Opinião:
Este livro é rir praticamente desde o início ao fim. A Daisy detesta o Lucas com uma força inimaginável, e então quando descobre que vai ter que partilhar o seu espaço e o seu trabalho com ele decide continuar com a antiga guerra existente entre eles e fazer-lhe a vida num inferno enquanto tenta ao mesmo tempo impedir que ele lhe faça a vida num inferno a ela.

Efectivamente desde o início do livro que Daisy está constantemente a maquinar para que Lucas seja despedido, contudo na maior parte das vezes as coisas não correm assim tão bem como esperado. Lucas está constantemente a arruinar os seus planos, nem que seja simplesmente por ser homem e por sinal um homem bastante bonito e sexy. E é quando a Daisy finalmente repara nisso que as coisas começam a mudar.

Ao início não pensei que as coisas pudessem não ser propriamente como aquilo que pensava. Só quando começamos a ter pequenos vislumbres dos pensamentos de Lucas é que começamos a perceber que esta guerra se calhar não é propriamente uma guerra como a Daisy pensa. Mas é quando começamos a conhecer um pouco do passado de Lucas e vê-mos alguns momentos da sua infância que começamos a perceber a estranha relação que os dois têm.

O que mais gostei no livro foi sem dúvida da Daisy, dos seus planos malucos, das suas trapalhadas e da maneira como ela tenta lidar com os sentimentos que são despertados, sentimentos bastante contrários a todos aqueles que ela alguma vez conheceu. O Lucas é interessante, mas fica um pouco aquém da Daisy, talvez porque não temos direito ao seu ponto de vista.

A única coisa que me deixou algo de pé atrás foi o facto de que nunca tinha percebido que efectivamente os sentimentos do Lucas pudessem não ser tão simples. Toda a gente está à espera que duas pessoas que se detestem acabem juntas, mas normalmente isso é algo que acontece durante o decorrer da história. Aqui não é bem isso que acontece, só que não gostei do facto de terem tido que mo escarrapachar na cara para eu perceber, fez-me sentir ou muito burra, ou que a autora é muito boa a dissimular, ou que na realidade o protagonista nunca mostrou nenhuma renitência nas suas atitudes até que a autora se lembrou de mudar o rumo à história.

De qualquer modo foi uma leitura agradável e divertida. Uma história para rir e passar bons momentos.

domingo, 16 de julho de 2017

Opinião - Guerreiro dos Sonhos

Ficha Técnica:
Autor: Sherrilyn Kenyon
Título Original: Dream Warrior
Série: Dark-Hunter, #17
Páginas: 288
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789897101823
Tradutor: Rita Carvalho e Guerra

Sinopse:
Filho de deuses violentos, Cratus passa os tempos da sua eternidade a lutar em nome dos deuses antigos que o trouxeram à vida. Ele é a morte personificada a quem quer que se atravesse no seu caminho. Até ao dia em que baixou os braços e simplesmente não lutou mais, impondo um auto exílio. É então que um antigo inimigo liberta as suas forças e usa os sonhos humanos como campo de batalha. A única esperança da humanidade reside precisamente naquele que se recusa continuar a lutar: Cratus.
Sendo uma Caçadora de Sonhos, Delphine passou a eternidade a combater os predadores que se alimentam do nosso estado inconsciente. Mas os seus aliados voltam-lhe as costas e ela sabe que, para sobreviver, os Caçadores de Sonhos precisam de um novo líder: alguém que os oriente e ensine a lutar contra os novos inimigos. Cratus é a sua única esperança. No entanto, é Delphine a amarga recordação que fez Cratus baixar os braços...

Opinião:
Bem, considero que neste momento não haja muito mais a acrescentar acerca dos livros desta autora. A qualidade mantém-se relativamente constante ao longo de toda a série, e convenhamos, já lá vão uns quantos livros.

Ao mesmo tempo sinto que o foco deste livro se alterou um pouco. Claro que continuamos a ter o casal principal e afins, mas a história já não é tão focada o combate entre os Dark-Hunters e os Daimons. Existem cada vez mais seres poderosos que pretendem conquistar o mundo e às tantas parece que toda a gente quer um pedaço de toda a gente.

Houve bastantes reviravoltas neste livro. Parece-me que ainda mais coisas vão mudar tendo em conta o ponto em que as coisas estão. Ao mesmo tempo senti que ficava a conhecer um pouco mais do porquê da existência do Nick e qual é o seu papel bem como o papel de vários personagens que estão directamente relacionados com ela através das suas funções neste universo.

A única coisa que me incomodou foi o facto de sentir que me faltava ali muita história por contar. Não me lembro de alguma vez ter lido algo sobre o Acherou e o Nick estarem a tentar entender-se, mas parece que isso está a acontecer no decorrer desta história. E os antagonistas principais também fiquei com a sensação que era suposto lembrar-me deles, mas não lembro. Por isso ou aparecem na série do Nick ou então já apareceram antes e eu não me lembro porque já foi à tanto tempo. Penso que começa a ser uma boa altura para ler as Chronicles of Nick. Provavelmente assim vou conseguir relembrar alguns aspectos dos quais não me recordo.

Assim sendo fiquei satisfeita com o livro. Acho que se pode considerar um ponto de viragem pois vão aparecer personagens novos e vão ser adquiridos novos conhecimentos que vão trazer coisinhas novas para esta história. Agora é esperar para ver.