terça-feira, 19 de setembro de 2017

Opinião - Thriteen Reasons Why

Ficha Técnica:
Autor: Jay Asher
Páginas: 288
Editor: Razorbill
ASIN: B0054R6BFM

Sinopse:
The only way to learn the secret . . . is to press play.

Clay Jensen returns home from school to find a strange package with his name on it lying on his porch. Inside he discovers several cassette tapes recorded by Hannah Baker—his classmate and crush—who committed suicide two weeks earlier. Hannah's voice tells him that there are thirteen reasons why she decided to end her life. Clay is one of them. If he listens, he'll find out why.

Clay spends the night crisscrossing his town with Hannah as his guide. He becomes a firsthand witness to Hannah's pain, and as he follows Hannah’s recorded words throughout his town, what he discovers changes his life forever.

Opinião:
Já que houve um hype tão grande acerca da série, decidi que se calhar era uma boa altura para ler o livro. E não, ainda não vi a série.

Basicamente vamos seguindo Clay enquanto este ouve as cassetes que Hannah gravou antes do seu suicídio. Existem 7 cassetes, cada uma gravada de um lado e de outro excepto a última que só tem um lado. Cada lado da cassete conta uma história sobre alguém da vida de Hannah, alguém que de algum modo contribuiu para o que acabou por acontecer.

Poderia dizer que este é um livro forte porque aborda temas complicados, situações que podem trazer consequências profundas para a maneira de estar da pessoa que as vive. Os acontecimentos contados decorrem ao longo de um período de tempo alargado, mas mesmo assim não deixam de estar interligados e não deixam de ir lançando Hannah num buraco cada vez mais profundo. Contudo durante todo o livro senti um grande distanciamento da personagem de Hannah. Enquanto consegui perceber perfeitamente a maneira de estar de Clay, os seus sentimentos, a sua realização de que as coisas nem sempre são o que parecem, ao mesmo tempo que aprende a aceitar a sua culpa e a viver com ela, a verdade é que Hannah não me aqueceu nem arrefeceu.

Não sei em específico porquê, mas enquanto lia as suas descrições sentia apenas distanciamento em vez de sentir a dor e a revolta que cada uma daquelas situações deve ter causado. Situações como violação, o corpo como um objecto, e afins são abordados no livro e são dados exemplos e explicações até bastante eficazes, mas durante toda a narrativa a sensação com que fiquei é que estava a ler algo a quem tiraram as emoções. Talvez um dos factores que não me levou a apreciar o livro é o facto de de certo modo ser tão diferente da Hannah. Eu não me fecho no meu canto e deixo que as coisas corram o seu caminho, e para mim é esse essencialmente o problema da Hannah. Se temos que ser todos iguais? Não não temos. Diferentes pessoas lidam melhor com diferentes tipo de situações. Mas a realidade é que cheguei ao fim da narrativa e não consegui perceber porque é que ela fez o que fez.

Fiquei um bocado desiludida com o livro. De uma forma geral gostei, mas não me tocou como estava à espera. Talvez um dia veja a série para perceber o que acho melhor.

domingo, 17 de setembro de 2017

Opinião - Imperador dos Espinhos

Ficha Técnica:
Autor: Mark Lawrence
Título Original: Emperor of Thorns
Série: Trilogia dos Espinhos, #3
Páginas: 416
Editor: Topseller
ISBN: 9789898855046
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse:
Um rei em busca da vingança 
Com apenas vinte anos de idade, o príncipe tornou-se o Rei Jorg Ancrath, rei de sete nações, conhecido em todo o Império. Mas os planos de vingança que tem para o seu pai ainda não estão completos. Jorg tem de conseguir o impossível: tornar-se imperador. 

Um império sem imperador há cem anos 
Esta é uma batalha desconhecida para o jovem rei, habituado a conquistar tudo pela espada. De quatro em quatro anos, os governantes dos cem reinos fragmentados do Império Arruinado reúnem-se na capital, Vyene, para o Congresso, um período de tréguas durante o qual elegem um novo imperador. Mas há cem anos, desde a morte do último regente, que nenhum candidato consegue assegurar a maioria necessária. 

Um adversário temível e desconhecido 
Pelo caminho, o Rei Jorg vai enfrentar um adversário diferente de todos os outros, um necromante como o Império nunca viu, uma figura ainda mais odiada e temida do que ele: o Rei dos Mortos.

Opinião:
À semelhança do livro anterior, em Imperador dos Espinhos, mantemos um registo narrativo em que oscilamos entre dois períodos temporais distintos: Jorg com 20 anos, no presente, a caminho do Congresso, com intenções de ser eleito Imperador; e Jorg, há 5 anos atrás, em deambulações pelo Império Arruinado. Para além dos referidos capítulos, que oscilam entre passado e presente, e em vez de passagens do diário de Katherine, temos interessantes capítulos que narram o decorrer dos acontecimentos pelos olhos da necromante Chella.

Com muita pena minha, achei este último volume da trilogia dos espinhos o mais fraco de todos. Gostei do livro, não me interpretem mal, mas foi mais parado e não me convenceu como os anteriores. Dei por mim à espera de uma ligação explosiva entre os dois tempos narrados que pouco estardalhaço fez, e tive de me contentar com um final apressado e algo insípido. Convenhamos, estamos a falar do grande sacana Jorg de Ancrath... Concordo com o autor quando diz preferir que os leitores se despeçam de Jorg enquanto está num ponto alto em vez de andar a esticar a história por não sei quantos livros, mas preferia ter lido mais uns capítulos e ter um final bombástico e melhor delineado do que um a correr.

Um dos grandes mistérios da obra, que reside na identidade do temido Rei Morto, que persegue Jorg há tempos infindos, foi fácil de descortinar devido a uma pista fulcral dada demasiado cedo. Uma grande pena quando se trata de uma matéria que podia ter tido tanto impacto.
No entanto, foi interessante acompanhar as viagens de Jorg às terras prometidas dos Ibéricos, onde se cruzou com os cruéis Perros Viciosos e fez grande estrago; ao norte de África onde se viu obrigado a andar de camelo e não só reencontrou o matemago Qalasadi como se viu na  presença de Ibn Fayed; bem como todo o seu percurso sinuoso até ao Congresso em Vyene.

Algo que também gostei de ver, neste caso ao longo da trilogia, foi o amadurecimento de Jorg, que apesar de nunca deixar de ser o canalha que é, foi ao menos tomando consciência dos seus maus actos, foi ganhando afeição por este e aquele personagem, revelando-se capaz de actos de alguma nobreza. Mas melhor ainda, e lá mais para o final, a constatação do grande amor que sente pelo seu filho. Um amor que o deixou estupefacto conseguir sentir, e o alívio ao perceber que não foi totalmente maculado pelo seu pai.

No fim, ficou bem explicito que a morte de William, o espinho cravado bem fundo em Jorg, que o atormentou toda a vida, é a verdadeira força motriz de toda a história. É devido a ela que tudo começa, que o nosso protagonista é moldado, e é devido a ela que tudo termina.

Apesar de um final pouco trabalhado que carece de alguma credibilidade e pedaços de informação, Mark Lawrence construiu uma boa trilogia e um protagonista difícil de esquecer. No geral, gostei muito do que li e espero vir a mergulhar novamente neste negro Império.


sábado, 16 de setembro de 2017

Opinião - Memnoch, o Demónio

Ficha Técnica:
Autor: Anne Rice
Título Original: Memnoch the Devil
Série: Vampire Chronicles, #5
Páginas: 424
Editor: Europa-América
ISBN: 9721044342
Tradutor: Rosário Durão e Carmo Romão

Sinopse:
Estamos em Nova Iorque.
A cidade está coberta por um manto de neve.
No meio dessa brancura, Lestat procura Dora, a bela e carismática filha de um barão da droga, a mulher que desperta nele sentimentos de ternura como nunca outra mortal o fizera antes. Dividido entre as suas paixões de vampiro e o amor avassalador que sente por Dora, é a seguir confrontado com o misterioso e demoníaco Memnoch. Arrancado ao mundo por este adversário temível, Lestat é levado até ao reino dos Céus e depois até ao Purgatório. Aí terá de decidir se acredita em Deus ou no Demónio e, por fim, qual dos dois escolherá servir.
Nas primeiras quatro Crónicas do Vampiro, Anne Rice convocou mundos fantásticos e distantes e tornou-os tão ressonantes, reais e imediatos como o nosso. Neste romance, o mais negro e ousado de todos os que escreveu, ela transporta-nos, na companhia de Lestat, para o universo mítico que nos é mais precioso — o reino da teologia de cada indivíduo.

Opinião:
Não há muito a dizer acerca do quinto livro de uma série a não ser falar do que acontece durante o próprio livro. A escrita da autora é essencialmente a mesma, mas confesso que não achei este livro tão massudo como os anteriores. Achei-o mais leve e de fácil leitura, o que será uma diferença relativamente aos livros anteriores.

Eventualmente esta situação está relacionada com o facto de que este livro não é acerca de Lestat e dos seus dilemas semi-humanos. Aqui basicamente ficamos a conhecer a história da criação, da nossa evolução e qual o jogo que existe entre o demónio e Deus. Basicamente Lestat é levado por Memnoch aka Lúcifer a dar uma voltinha pela história da criação, o céu e o inferno. Ao mesmo tempo que o tenta convencer a ceder a sua alma de modo a ajudá-lo na sua batalha contra Deus. Segundo li algures este é um livro mais teológico do que outra coisa, e por isso mesmo receio que tenham existido ali algumas nuances e ideias que me tenham escapado. Ao mesmo tempo não consegui concordar propriamente com a teoria de Deux, bem como a do demónio também me pareceu fraca. Só mesmo Lestat para se deixar embrenhar numa coisa destas.

Claro que teria que existir um pouco de livro acerca de Lestat e esse pouco é essencialmente o início e o fim. Em que Lestat conhece Dora que no final acaba por o abandonar. Pergunto-me se ainda a vamos ver algures num livro futuro. Ao mesmo tempo sei que pelo menos um vampiro conhecido, supostamente, morre neste livro, pelo que estou curiosa para saber se ele morreu mesmo ou não. É esperar para ver.


sábado, 9 de setembro de 2017

Opinião - Golden, Moonglass e In Honor

Ficha Técnica:
Autor: Jessi Kirby
Páginas: 256, 242 e 288
Editor: Simon & Schuster Books for Young Readers
ASIN: B008J4TDMA, B003V1WXAU e B005C7772K

Sinopse:
Golden:
Seventeen-year-old Parker Frost has never taken the road less traveled. Valedictorian and quintessential good girl, she’s about to graduate high school without ever having kissed her crush or broken the rules. So when fate drops a clue in her lap—one that might be the key to unraveling a town mystery—she decides to take a chance.

Julianna Farnetti and Shane Cruz are remembered as the golden couple of Summit Lakes High—perfect in every way, meant to be together forever. But Julianna’s journal tells a different story—one of doubts about Shane and a forbidden romance with an older, artistic guy. These are the secrets that were swept away with her the night that Shane’s jeep plunged into an icy river, leaving behind a grieving town and no bodies to bury.

Reading Julianna’s journal gives Parker the courage to start to really live—and it also gives her reasons to question what really happened the night of the accident. Armed with clues from the past, Parker enlists the help of her best friend, Kat, and Trevor, her longtime crush, to track down some leads. The mystery ends up taking Parker places that she never could have imagined. And she soon finds that taking the road less traveled makes all the difference.



Moonglass:
I read once that water is a symbol for emotions. And for a while now, I've thought maybe my mother drowned in both.

Anna's life is upended when her father accepts a job transfer the summer before her junior year. It's bad enough that she has to leave her friends and her life behind, but her dad is moving them to the beach where her parents first met and fell in love--a place awash in memories that Anna would just as soon leave under the surface.

While life on the beach is pretty great, with ocean views and one adorable lifeguard in particular, there are also family secrets that were buried along the shore years ago. And the ebb and flow of the ocean's tide means that nothing--not the sea glass that she collects on the sand and not the truths behind Anna's mother's death--stays buried forever.


In Honor:
Three days after learning of her brother Finn’s death, Honor receives his last letter from Iraq. Devastated, she interprets his note as a final request and spontaneously sets off to California to fulfill it. At the last minute, she’s joined by Rusty, Finn’s former best friend.

Rusty is the last person Honor wants to be with—he’s cocky and obnoxious, just like Honor remembers, and she hasn’t forgiven him for turning his back on Finn when he enlisted. But as they cover the dusty miles together in Finn’s beloved 1967 Chevy Impala, long-held resentments begin to fade, and Honor and Rusty struggle to come to terms with the loss they share.

As their memories of Finn merge to create a new portrait, Honor’s eyes are opened to a side of her brother she never knew—a side that shows her the true meaning of love and sacrifice.

Opinião:
Dos três aquele que mais gostei foi sem dúvida o primeiro. No geral o que gosto nesta autora é o facto de em todos os livros que li existir um romance, mas este não ser o foco da história. Em todos eles o principal da história é o crescimento das personagens principais, o modo como vão lidando com o que lhes acontece e como vão aprendendo a aceitar e ultrapassar o que as tornou nas pessoas que são.

No primeiro livro deparamo-nos com uma pessoa que é extremamente focada em agradar aos outros, e que não faz nada fora do aceitável e isso acaba por ter um grande peso sobre a sua maneira de estar e a sua felicidade. Gostei bastante de acompanhar a Parker ao longo da sua viagem emocional e de como esta foi aprendendo o que significa realmente viver. O mistério do livro é também interessante e gostei principalmente do final, em que nos é dada esperança para um futuro melhor.

Em Moonglass acompanhamos Anna. Toda a sua revolta e maneira de estar revolve acerca da morte da sua mãe e do facto de até ao presente ter sempre guardado para si aquilo que realmente presenciou. Ao mesmo tempo Anna acredita que a mãe não a amava o suficiente para querer continuar a viver. Aos pouco esta vai descobrindo mais acerca da história da mãe e acerca do tipo de pessoa que ela realmente era. Houve também uma outra personagem neste livro que de que gostei bastante. Uma pessoa que carrega em si a culpa daquilo que não poderia ter evitado e que durante muito tempo faz penitência. Conhecer a história deste personagem trouxe-me bastante tristeza. Carregarmos a culpa de algo que não é realmente nossa culpa pode trazer-nos uma infelicidade imensa, mas por vezes é difícil evitarmos sentirmo-nos desse modo.

Em Hope temos uma protagonista cujo o irmão faleceu na guerra e em que esta decida que a maneira de honrar a sua memória é realizar o seu último pedido. Ao longo do percurso esta vai conhecendo uma outra faceta do irmão e vai aprendendo a lidar com novas verdades acerca do que significa realmente fazer-mos sacrifícios por aqueles que amamos.

Outro aspecto de que também gostei bastante é que existe uma personagem que aparece em Moonglass e em Hope. É alguém que apesar de parecer bastante petulante só quer é ajudar e fazer os outros feliz. É alguém também extremamente inocente, o que é um excelente contraponto às protagonistas que parecem carregar o mundo às costas.

A única coisa que me deixou algo insatisfeita é o facto de pelo menos em duas das histórias o interesse amoroso das protagonistas não ter ficado com as mesmas. Estas apercebem-se dos seus sentimentos, mas acabam por seguir caminhos diferentes. O que deixa uma sensação agridoce. Preferia que estas pudessem ter encontrado algum consolo depois de todas as complicações.

domingo, 3 de setembro de 2017

Opinião - Rei dos Espinhos

Ficha Técnica:
Autor: Mark Lawrence
Título Original: King of Thorns
Série: Trilogia dos Espinhos, #2
Páginas: 416
Editor: Topseller
ISBN: 9789898849502
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse:
O Príncipe Jorg Ancrath jurou vingar a morte da mãe e do irmão, brutalmente assassinados quando ele tinha apenas 9 anos. Jorg cresce na ânsia de saciar o seu desejo de vingança e de poder, e, ao fim de quatro anos, cumpre a promessa que fez — mata o assassino, o Conde de Renar, e toma-lhe o trono. Aos 18 anos, Jorg luta agora por manter o seu reino, e prepara-se para enfrentar o inimigo poderoso que avança em direcção ao seu castelo.
Jorg sempre conquistou os seus objectivos matando, mutilando e destruindo sem hesitar, e agora não pretende vencer a batalha de forma justa, mas sim recorrendo aos mais terríveis segredos.

Será que o anti-herói mais maquiavélico de sempre vai conseguir reunir os recursos e as forças necessárias para enfrentar uma batalha que parece invencível?

Opinião:
Neste segundo volume da trilogia dos espinhos, continuamos a acompanhar o percurso sinuoso de Jorg, que nos é narrado em dois tempos distintos. Com um salto temporal de alguns anos, temos o tempo presente, com um Jorg de 18 anos a casar-se com a sua prometida princesa Miana e à beira de uma grande batalha com o príncipe da Flecha, o candidato favorito a Imperador. Por outro lado, temos um retrocesso no tempo de 4 anos. De início, esta oscilação temporal é um pouco confusa e só a pouco e pouco é que estes recuos vão fazendo sentido. Apesar disso, devo dizer que era um pouco irritante, de tempos a tempos, estes avanços e recuos pois teimavam em acontecer no decorrer de situações interessantes, forçando-nos a quebrar o momento.
Contudo, esta opção do autor acabou por resultar bem e assim que as peças começam a encaixar todas, vemos quão extraordinariamente metódico e bem delineado é o plano de Jorg, mesmo quando algumas partes são definidas sob a pressão do momento.

Gostei da introdução da personagem de Miana, uma miúda inteligente, sagaz, temerária, perfeita para lidar com alguém como o nosso protagonista. Diria até mesmo que se completam! Mas desenganem-se aqueles que esperam encontrar romance neste livro, pois estamos bem longe disso. Por outro lado, também sofremos uma dura perda, que tal como o Núbio era um personagem interessante e fácil de se gostar.
Quanto ao odioso jovem Ancrath, não cessa de me espantar com a sua capacidade para tecer esquemas e delinear estratégias, que mesmo que pareçam mirabolantes, no final acabam por resultar e fazer sentido.
Já no que respeita a Sageous, ficou claro que se trata de um grande manipulador, qual mestre marionetista. Via-o como um personagem de principal interesse, a orquestrar os seus planos através das sombras, e no final acabei por ficar um pouco decepcionada com o rumo que tomou.

A introdução de algumas passagens do diário de Katherine conferiu à obra outra visão de acontecimentos passados e permite-nos antever uma nova e totalmente diferente faceta desta personagem, que penso, será de grande importância no futuro.

Achei, mais uma vez, muito interessante toda a informação referente aos Construtores e o "fantasma" de Fexler Brews foi uma boa adição à história, que nos permite imaginar quão avançada se encontrava a espécie humana antes do seu declínio. Cada novo artefacto descoberto é um regalo para os olhos desta leitora e uma rica adição à narrativa.

Resta-me esperar que no próximo e derradeiro volume da trilogia, se veja mais do fugido matemago Qalasadi, pois ficaram muitas questões no ar a envolver este personagem, bem como Ibn Fayed, califa da Liba. Para além destes, creio que será desta que iremos assistir ao real poderio do Rei Morto, que tanto interesse parece ter em Jorg.

Rei dos Espinhos foi uma leitura rica em acção, viagens e batalhas elaboradas, que se traduziu numa belíssima leitura, sem momentos aborrecidos. E no final, apenas ficamos a querer mais.