quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Opinião - When Dimple Met Rishi

Ficha Técnica:
Autor: Sandhya Menon
Páginas: 320
Editor: Simon Pulse
ASIN: B01LXQT5OB

Sinopse:
Dimple Shah has it all figured out. With graduation behind her, she’s more than ready for a break from her family, from Mamma’s inexplicable obsession with her finding the “Ideal Indian Husband.” Ugh. Dimple knows they must respect her principles on some level, though. If they truly believed she needed a husband right now, they wouldn’t have paid for her to attend a summer program for aspiring web developers…right?

Rishi Patel is a hopeless romantic. So when his parents tell him that his future wife will be attending the same summer program as him—wherein he’ll have to woo her—he’s totally on board. Because as silly as it sounds to most people in his life, Rishi wants to be arranged, believes in the power of tradition, stability, and being a part of something much bigger than himself.

The Shahs and Patels didn’t mean to start turning the wheels on this “suggested arrangement” so early in their children’s lives, but when they noticed them both gravitate toward the same summer program, they figured, Why not?

Dimple and Rishi may think they have each other figured out. But when opposites clash, love works hard to prove itself in the most unexpected ways.

Opinião:
Este foi um livro de que gostei bastante. Contado do ponto de vista de duas personagens bastante distintas, Dimple e Rishi, senti-me entretida desde o início até ao fim do livro.

Tanto Dimple como Rishi são indianos. Filhos de pais bastante conservadores, Dimple e Rishi têm maneiras bastante diferentes de lidar com a pressão que lhes é imposta. Dimple vê a tradição como um entrave à sua evolução enquanto pessoa e mulher. Para Dimple a ideia de se casar agora, ainda por cima um casamento arranjado é o oposto de tudo aquilo em que acredita. Dimple quer focar-se na sua carreira, evoluir enquanto programadora, ir para a faculdade, aprender e crescer. Não quer construir uma família para já. Já Rishi vive para a tradição. Sente-se reconfortado e acompanhado por todos os seus antepassados quando faz aquilo que é suposto fazer. Eu consigo perceber o ponto de vista dele, ao seguir a tradição acaba por sentir que faz parte de algo maior que ele, mas como vimos a descobrir esta tendência pode ser mais do que aquilo que parece.

A Dimple e o Rishi não podiam ser mais diferentes. A Rishi é uma pessoa que sabe o que quer, que luta por aquilo que quer e que tenta ser o mais possível fiel a si prórpia. Já o Rishi acaba por se tentar extinguir numa procura constante de tentar agradar aos outros. É através da sua relação com a Dimple que isto começa a mudar. Se bem que ele já tem uma tendência natural para ajudar quem está a sofrer injustiças, a verdade é que estando na companhia da Dimple ele é obrigado a adquirir novas experiências, a descobrir novas partes de si e a saber lutar por aquilo que realmente importa.

O amor deles foi um pouco insta. É verdade que não se apaixonam automaticamente um pelo outro, mas ao fim de poucas horas vemos uma Dimple que já se sente completamente à vontade ao pé dele e que já sente a necessidade de lhe dar a mão e afins. Além disso vê-se que a Dimple perde um bocado o foco quando se começa a aproximar do Rishi. Depois de todos os seus argumentos foi difícil vê-la a deslizar para o papel de "dona de casa" tão facilmente. Acho que a autora a poderia ter feito dar mais luta.

Gostei bastante dos personagens secundários. Cada um entretém o leitor à sua maneira e é impossível não ficarmos satisfeitos em ver o que lhes acontece ao longo da história. Gostei ainda da maneira como a Dimple e o Rishi se conhecem no início da história, simplesmente hilariante!

Um livro de que gostei bastante, que além de um romance fofinho que nos mostra que a vida não é justa, mas que não devemos desistir dos nossos sonhos porque um dia, mais tarde ou mais cedo, acabamos por ser recompensados.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Opinião - Letras Escarlates

Ficha Técnica:
Autor: Anne Bishop
Título Original: Written in Red
Série: Os Outros
Páginas: 495
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896377397
Tradutor: Luís Santos

Sinopse:
Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. 

Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro – um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside – uma zona controlada pelos Outros.

O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?

Opinião:
Que saudades tão grandes de ler Bishop! Nem sei porque raio não li este livro mal ele saiu, mas o facto é que fui arrastando a sua leitura até agora há uns mesinhos atrás. E que boa leitura foi! Anne Bishop nunca me desilude e como muitos sabem, é uma das minhas escritoras favoritas.

Neste Letras Escarlates, a autora apresenta-nos uma nova série, Os Outros, desta feita dentro do estilo fantasia urbana. Aqui conhecemos Meg, uma humana com capacidades especiais, uma cassandra sangue ou profetisa de sangue, alguém que através de cortes precisos na pele, é capaz de tecer profecias. Esta jovem, era tida como propriedade de um homem, denominado de Controlador, alguém que possui um complexo onde mantém cativas profetisas de sangue de modo a vender profecias a potenciais interessados.

Este primeiro volume começa com uma Meg em fuga, que vai parar ao Pátio de Lakeside, local onde "a lei humana não se aplica", território dos Terra Indigene - os Outros.
Os Outros são, nada mais nada menos, que seres metamorfos. Temos os Corvos, curiosos, fascinados por coisas brilhantes, os sentinelas da comunidade; as poderosas Elementais e seus corceis, os Póneis; Ursos robustos, como Henry Beargard; Sanguinati ou vampiros, como o cativante Vlad; Lobos perspicazes e poderosos, como o fascinante Simon Wolfgard; entre outros. 

Neste universo criado por Bishop - Namid - temos por um lado os Terra Indigene, seres que controlam todos os recursos naturais, donos das zonas selvagens, e por outro lado os humanos, possuidores de engenho e tecnologia que os Outros não conseguem produzir. Entre estas duas facções existe, desde tempos imemoriais, uma relação de paz precária, limitando-se ambas as partes a tolerar a existência da outra, apenas por interesse. Uma é vista como alimento e a outra é vista com medo acompanhado de desprezo.
Por isso, existem os Pátios, zonas Terra Indigene dentro de cidades humanas, criadas para os Outros vigiarem os seres humanos  e interagirem com estes.

Foi interessante observar como a chegada de Meg ao Pátio de Lakeside, foi o ponto de viragem para  o início de uma melhoria no relacionamento entre Humanos e Outros. Graças a ela, polícias como Monty e Kowalski, começaram também a servir de intermediários no que toca a problemas que envolvam humanos e Outros.
Contudo, a forma como Meg conquistou estes últimos, a pouco e pouco, foi adorável: dando goluseimas aos ariscos póneis das Elementais; entregando as encomendas, quase esquecidas, do avô Erebus, líder temido dos Sanguinati (que me fez tanto lembar Saetan das Jóias Negras *.*); o tirar o lobacho Sam ao seu longo torpor após ter perdido a sua mãe... Até as Elementais, como Inverno, respeitadas e temidas pelos outros Terra Indigene, se renderam aos seus encantos e travaram amizade com esta humana especial, que não cheira a preza.

Achei linda a amizade entre Meg e Sam. E claro, aquela faísca entre ela e Simon... Adoro ver como este poderoso Lobo, líder do pátio, fica sem saber como se comportar ao pé dela, e é assoberbado por um instinto protector que não compreende.
E Tess? A misteriosa Terra Indigene, que muda o cabelo de cor e seu grau de enrolamento consoante o seu humor, e que ninguém sabe a que espécie pertence? Parece-me que podemos contar com uma revelação e pêras no próximo volume...

Letras Escarlates foi um livro que me deu imenso gosto ler. Encontrei tudo aquilo que contava numa história contada por Bishop: um mundo fantástico, com seres sobrenaturais, personagens bem construídas e cativantes, momentos enternecedores, de acção, mistério, e grande humor, que me fizeram soltar boas gargalhadas. Convenhamos, só o facto de haverem nomes de lojas como "Trincadela" e "Ler e Uivar por Mais" nos fazem soltar um risinho... Típico de Bishop!
Siga o próximo volume!



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Opinião - The Victorya in My Head

Ficha Técnica:
Autor: Janelle Milanes
Páginas: 400
Editor: Simon Pulse
ASIN: B06ZYQZLKD

Sinopse:
A shy, rule-following teen winds up joining a local rock band in this laugh-out-loud, heartfelt coming-of-age novel.

Victoria Cruz inhabits two worlds: In one, she is a rock star, thrashing the stage with her husky voice and purple-streaked hair. In the other, currently serving as her reality, Victoria is a shy teenager with overprotective Cuban parents, who sleepwalks through her life at the prestigious Evanston Academy. Unable to overcome the whole paralyzing-stage-fright thing, Victoria settles for living inside her fantasies, where nothing can go wrong and everything is set to her expertly crafted music playlists.

But after a chance encounter with an unattainably gorgeous boy named Strand, whose band seeks a lead singer, Victoria is tempted to turn her fevered daydreams into reality. To do that, she must confront her insecurities and break away from the treadmill that is her life. Suddenly, Victoria is faced with the choice of staying on the path she’s always known and straying off-course to find love, adventure, and danger.

From debut author Janelle Milanes comes a hilarious and heartfelt tale of the spectacular things that can happen when you go after what you really want.

Opinião:
Eu queria mesmo muito ter gostado bastante deste livro. Achei que estava bastante bem construído e pensado, contudo não me consegui apegar a ele a nível sentimental.

Victoria é uma rapariga que vive para agradar os pais. Que faz de tudo para tirar boas notas e ser uma menina exemplar, mesmo que isso signifique ser infeliz ou deixar que a monotonia tome conta da sua vida. É apenas quando por impulso se inscreve como vocalista numa banda que a sua vida começar a mudar. Victoria acaba por conhecer uma parte da sua personalidade que estava escondida, torna-se numa pessoa mais confiante. Claro que o caminho não é fácil e muitas vezes existem retrocessos e ela volta a ser a rapariga que era, mas o bichinho da inconformidade está sempre lá.

De um modo geral achei que os personagens estavam bem construídos e que todos tinham personalidades bastante distintas. Não foi só a Victoria que foi evoluindo ao longo da narrativa, também os restantes membros da banda e a sua melhor amiga vão evoluindo e descobrindo novas facetas acerca de si mesmos. Ao mesmo tempo os próprios personagens, principalmente a Victoria, vai percebendo que é fácil julgar os outros, mas que na na maior parte das vezes não conhecemos realmente essa pessoa. Gostei ainda que a autora tivesse a coragem de dizer que quando uma relação acaba a culpa não é desta ou daquela pessoa, é dos dois. E se formos a ver é uma realidade, normalmente a culpa é de ambas as partes e raramente somos capazes de admitir isso.

Como disse anteriormente o livro teria tudo para resultar, se não fosse pelo facto de não me conseguir sentir ligada emocionalmente aos personagens. Este é um aspecto que a autora terá que trabalhar melhor porque de resto o livro foi praticamente impecável. Fiquei apenas um pouco aborrecida porque, tendo em conta a sinopse, esperava ver a Victoria a construir várias cenas na sua cabeça. Contudo isso só acontece uma ou duas vezes. Fiquei também aborrecida devido ao facto de não ter a certeza se estava defronte de um triângulo amoroso que mais tarde realmente se acabou por tornar numa espécie de triângulo amoroso.

Assim sendo considero um livro razoável, mas que podia ter mais sentimento. sou capaz de dar mais uma hipótese à autora.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Opinião - A Filha da Minha Melhor Amiga

Ficha Técnica:
Autor: Dorothy Koomson
Título Original: My Best Friend's Child
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 9720041241
Tradutor: Vera Falcão Martins

Sinopse:
A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração? Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

Opinião:
É a primeira vez que leio algo da autora, mas tenho a ideia que já me tinham falado bastante bem dela. Confesso que apesar de ter gostado do livro não me cativou ao ponto de ficar fã e sentir a necessidade de ler todos os livros da autora.

Neste livro ficamos a conhecer a história de Kamryn. Uma pessoa com uma personalidade muito particular da qual não é fácil gostar, mas que é completamente leal aos seus. Até que algo acontece que faz com que Kamryn termine o seu noivado e deixe de falar com a sua melhor amiga. Mas não é neste ponto que a história começa. A realidade é que a história começa a meio. Adele está a morrer e pede a Kamryn que adopte a sua filha quando morrer. E é durante a viagem interior de Kamryn que ficamos a conhecer o tipo de pessoa que é, o tipo de relação que tinha com as pessoas que amava, e a pessoa em que se está a transformar.

A viagem que Kamryn empreende é fascinante pela relação que acaba por desenvolver com Tegan e com as pessoas que são atraídas por esta. Tegan é uma menina extremamente inteligente e capaz e que também tem um difícil caminho a percorrer. Foi gratificante ver que no final algumas das suas atitudes mostravam que o medo que uma vez existiu dentro dela deixou de existir. Quanto a Kamryn, esta começa a acreditar mais em si mesma e nas suas capacidades, o que acaba por a transformar numa pessoa diferente aos olhos dos outros.

O que não me agradou muito no livro foi a indecisão de Kamryn quanto a Nate. Compreendo que ele era o amor dela e que tudo acabou muito de repente, mas ela teve dois anos para lidar com isso e assim que ele aparece na vida dela ela acaba por parecer uma barata tonta que diz uma coisa, mas parece acreditar noutra. Fico contente pela opção que a autora tomou, mas achei a maneira como foi realizada um pouco meh. Aquele final deu-me algumas agonias porque foi tudo perdoado muito facilmente e não vejo como isso poderia ser possível.

 Assim sendo foi uma leitura relativamente rápida e agradável, com algumas falhas a nível de concepção, mas que no geral se saiu bem.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Opinião - Mais Forte que o Desejo

Ficha Técnica:
Autor: Cheryl Holt
Título Original: Deeper than Desire
Páginas: 340
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260797
Tradutor: ?

Sinopse:
Com a família a atravessar uma grave situação financeira, Olivia Hopkins dispõe-se a conseguir uma proposta de casamento do já maduro conde de Salisbury. Contudo, o plano cai por terra quando ela descobre um livro erótico na biblioteca do conde. O livro incendeia o corpo de Olivia, que não consegue pô-lo de lado, até ser apanhada em flagrante pelo diabolicamente bonito filho do conde, um homem que lhe acelera o coração e lhe preenche o imaginário com pensamentos escaldantes… Phillip Paxton não consegue acreditar na sua boa sorte. O facto de ter apanhado Olivia com aquele livro picante confere-lhe a maravilhosa oportunidade de humilhar o pai que despreza. Servindo-se do livro como isco, Phillip atrai Olivia para uma ligação eletrizante que resulta em ardentes lições de paixão. Phillip não esperava apaixonar-se pela sua encantadora aluna, mas o que começa como um esquema libertino em breve se transforma num romance genuíno e que Phillip protegerá a qualquer custo…

Opinião:
É o segundo livro que leio da autora e pelo que andei a ver parece que este é tão medíocre como o outro que li. O que me leva a crer que vou ficar por aqui e que não vou ler mais nada da autora.

As personagens são insípidas, a história não é propriamente interessante e também não está nada bem contada. Ao ler a sinopse a ideia com que se fica é que a história é acerca de Olivia e Philip. Guess what? A meio do livro é sobre Olivia e Philipl, Edward e Winnie e ainda Penélope e mais alguém cujo nome nem me consigo lembrar. Acho que já deu para perceber a ideia. O livro é uma mixórdia de  acontecimentos e casais. Os antagonistas são completamente deprimentes e é atirada com cada coisa para a história que eu até fiquei parva.

A sério. Não funciona definitivamente para mim. Eu gosto de livros deste género, mas os desta autora deixam muito a desejar. Não sei o que hei-de dizer acerca do livro porque li-o só mesmo para passar o tempo e porque não tinha mais nada para fazer. É que o livro nem tem nenhum problema flagrante que eu possa apontar e ficar a discorrer sobre ele. Simplesmente é completamente sem sal.

É uma autora que pela pouca experiência que tive não aconselho.